#Curta: Sync

A cada 15 segundos, um computador, rede ou dispositivo móvel é pirateado por ciberterroristas. Para combater esse problema, a Syntek Industries fabricou entregadores de dados projetados a partir de avançadas máquinas robóticas. Esses entregadores são conhecidos como SYNCS. Os Syncs estão programados para fornecer pacotes de dados de forma segura sem interrupção.

A proposta de Sycn não é inovadora. Na verdade, é bem parecida com Johnny Mnemonic (1995). Trocam-se alguns detalhes aqui e ali, mas o entregador de dados sigilosos está lá.

Dirigida por Hasraf ‘Haz’ Dulull, muito conhecido por seus efeitos visuais, a curta foi custeada por um crowdfunding no Indiegogo e lançada em 2014. A produção é consideravelmente boa, deixando a desejar apenas em alguns detalhes. Os mais notáveis, são: a tremulação da câmera em momentos que não temos exatamente uma cena de ação, ou que exigisse tal recurso. O tiroteio artificial, que parece ter sido o maior desafio da direção. E o ator no papel de investigador que não tem uma atuação proporcional a importância de seu personagem.

A trilha sonora confirma a tendência de um estilo eletrônico que vem sendo adotado na FC, iniciado pelo Daft Punk em Tron: O Legado (2010), uma pena ela ser tão breve.

Também é possível assistir ao Making Off da produção pelo Vimeo.

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Dossiê whitewashing: Ghost In The Shell

Passado mais de uma mês após a estreia da adaptação americana de Ghost In The Shell, o calor da discussão finalmente abaixou. Mas afinal, foi ou não foi whitewashing?

Por definição, whitewashing é uma prática da indústria cinematográfica em que atores brancos são escalados para papéis racialmente diferentes ou de etnia estrangeira. O cinema americano realiza isso há tempos e essa lista da Wikipedia pode dar uma ideia de quão comum isso é:

https://en.wikipedia.org/wiki/Whitewashing_in_film#List_of_films

Durante a produção de Ghost In The Shell, muito se especulou sobre o “embranquecimento” de Motoko Kusanagi. Houve até um boato sobre alterar digitalmente o rosto de Scarlett Johansson, para que ela ficasse com traços asiáticos. A desaprovação de parte do público ganhou notoriedade nas redes sociais e uma petição virtual conseguiu reunir mais de 105 mil assinaturas para que a atriz fosse substituída.

Reuni alguns argumentos de ambos lados para expor melhor a situação:

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Hackers (1995)

Lançado em 1995, ano de grande importância (e por que não dizer também mudanças?) para o gênero, Hackers trazia ao cinema uma visão pop da cultura hacker.

Sinopse:
Aos 11 anos, um adolescente conhecido como Zero Cool se torna uma lenda depois de inutilizar 1507 computadores em Wall Street, provocando um caos no mundo financeiro. Proibido de usar um computador até chegar aos 18 anos, ele finalmente retorna sob o codinome Crash Override. Junto de seus novos amigos, ele terá de reunir evidências contra um complô que tenta os incriminar, ao mesmo tempo em que são perseguidos pelo Serviço Secreto.

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Podcast Anticast: Pós-Verdade

Um podcast tão intrincado quanto a discussão sobre esse conceito que entrou em voga no final do ano de 2016, a pós-verdade.

Sempre tento estabelecer relações entre possíveis áreas do pensamento com questões abordadas na ficção científica. Pensando nisso, acredito ser de interesse aos fãs do gênero que gostam de uma reflexão mais profunda, um estudo sobre como a pós-verdade se relaciona com a tecnologia de nosso presente, com o comportamento social e as consequências de nos conectarmos diariamente as redes sociais.

Nesse contexto, o cyberpunk pode muito bem representar essa questão comunicativa: entre quantidades imensas de informações questionáveis, a busca pela verdade se confunde em meio a opiniões, movimentando dados virtuais que alimentam diariamente nossos dispositivos tecnológicos, enquanto sites divulgam conteúdo falso apenas para lucrar com publicidade. Esse é o belo resultado de nossa distopia cotidiana.

AntiCast 264 – A Pós-Verdade

College Humor – The Matrix

O College Humor, um grupo americano que faz conteúdo humorístico online desde 1999, já parodiou a cultura pop de diferentes formas. Dentro do universo cyberpunk, a franquia The Matrix já foi duas vezes parte da ambientação para tratar dos mesmos assuntos: computação, internet e cibercultura.

Em Matrix Runs on Windows XP, que foi ao ar em 2008, cenas do filme The Matrix foram refeitas e adaptadas para satirizar o produto da Microsoft. Os elementos de computação estão em todo parte, se misturando a trama, causando aquelas risadas involuntárias para quem já foi usuário desse sistema operacional. O vídeo só não é mais satírico, por não ter escolhido rodar a Matrix no Windows Vista. Infelizmente, só há legendas transcritas automaticamente e elas não são muito precisas, mas os diálogos são fáceis de entender. Para os ex-usuários, imagens já são o suficiente.

Em The Terrifying Cost of “Free” Websites, vemos uma crítica muito mais elaborada, mas com um tom de humor muito menor. Abordando a questão de cibersegurança e da utilização dos dados dos usuários, estamos diante de uma fértil temática cyberpunk. Nesse vídeo, também temos um uso de efeitos especiais de maior qualidade, afinal, ele foi gravado em 2016. As referências a saga The Matrix foram bem elaboradas e perfeitamente traduzidas para o momento presente, mas confesso que toda a argumentação do vídeo poderia ter se encaixado ainda melhor com a roupagem de Mr. Robot. Assim como o anterior, apenas legendas transcritas.

Ao Sugo

O blog Ao Sugo, tem um carinho especial ao tratar de temas relativos a ficção científica, principalmente do cyberpunk. Os artigos procuram debater com profundidade as características do movimento, além de abordar obras marcantes do cinema e da literatura.

Ao Sugo é escrito pelos amigos Victor Hugo e Marcus Vinicius, onde todas as formas de cultura geek são discutidas.

https://aosugo.com/tag/cyberpunk/

Podcast Caixa de Histórias: Cultura da Interface

Criado por Paulo Carvalho, o Caixa de Histórias é um interessantíssimo podcast literário, que aborda os livros de maneira diferenciada, sempre realizando a leitura de um trecho da obra antes de comentar sobre ela. A experiência de Paulo como ator confere ao podcast uma qualidade excelente de seu trabalho.

No programa de nº 65, ele recebe Alexandre Maron (Diretor de Inovação Digital da Editora Globo) como convidado para discutirem sobre o livro Cultura da Interface, de Steve Johnson, um teórico da mídia, graduado em semiótica e literatura.

Lançado em 1997, Cultura da Interface nos apresenta uma análise ainda atual, onde as interfaces possibilitaram desenvolver maneiras diferentes de pensarmos e realizarmos tarefas, e como nossa cultura se integrou a tecnologia.

http://www.b9.com.br/67704/podcasts/caixadehistorias/caixa-de-historias-65-cultura-da-interface/

Information Society

Fundada em 1982, a banda Information Society é um grande exemplo da fusão de gêneros musicais da década de 80. A influência da ficção especulativa já se faz notar pelo nome da banda, que remete ao clássico romance 1984, de George Orwell. Onde a abreviação IngSoc, foi levemente modificada pela banda e usada como InSoc. Além disso, propositadamente ou não, o termo “sociedade da informação” é capaz de descrever perfeitamente as mudanças ocorridas dos anos 80 em diante, que nos mergulharia na Era da Informação.

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Podcast AntiCast: Cyberativismo e Partido Pirata

Tocando em temas importantíssimos da cibercultura de nossa época, o AntiCast produziu dois ótimos podcasts repletos de informações, que ajudam a compreender o cenário global de como a internet vem impactando nossa realidade, através do cyberativismo. Também analisando o que se tornou o patrimônio intelectual no mundo contemporâneo e as propostas do Partido Pirata, o único com capacidade de reconhecer a importância do debate de direitos e tecnologias, sem ignorar a atual realidade do que se tornou a internet.

AntiCast 224 – Cyberativismo e o ano de 2011

 

AntiCast 233 – Partido Pirata, Cyberativismo e Direitos Autorais