Cyberpunk Writers

Para os que dominam a língua inglesa, o grupo Cyberpunk Writers é um interessante espaço de discussão do subgênero. Focado na arte da escrita e edição, é possível acompanhar o cenário americano independente de ficção científica, percebendo que seus problemas no mercado editorial não são tão diferentes dos nossos.

https://www.facebook.com/groups/874654982584725/

Os administradores também são idealizadores do zine Phase 2 Magazine e da antologia Altered States.

Shohei Otomo

Trabalhando apenas com canetas esferográficas (acredite se quiser!), Shohei Otomo retrata a sociedade japonesa, buscando representar seus aspectos mais incomuns aos nossos olhos. A ambientação suburbana se funde a estética oriental em suas ilustrações, o que confere um clima bastante cyberpunk a sua arte, mesmo na ausência de elementos tecnológicos futuristas.

Shohei é filho de ninguém mais, ninguém menos que Katsuhiro Otomo, o criador e diretor de Akira. Assim como o pai, ele parece se voltar ao lado “punk” da sociedade japonesa. É possível acompanhar seus trabalhos em seu site oficial, onde há uma lista com suas ilustrações:

http://hakuchi.jp/top.html

Blog (Tumblr):
http://hakuchi.tumblr.com/

Facebook:
https://www.facebook.com/ShoheiOtomo/

Instagram:
https://www.instagram.com/shohei_otomo/

Em seu canal do YouTube, é possível assistir Shohei durante a produção de algumas ilustrações, mas é um processo bem longo, entre cinco e oito horas:

https://www.youtube.com/user/hakuchitare/

Em outros vídeos espalhados pela Internet, o ilustrador aparece descrevendo seus métodos criativos, inspirações, perspectivas, objetivos e críticas sociais que tenta passar com sua arte (com legendas em inglês).

The Wolf & The Hunt Continues

Com a popularidade do seriado Mr Robot, a HP aproveitou para produzir The Wolf, seu branded content sobre cibersegurança com o ator Christian Slater. (Obs.: Branded Content trata-se de um conteúdo de entretenimento produzido por empresas)

Em apenas 6 minutos, Slater nos introduz ao mundo invisível das brechas de segurança dentro do ambiente de trabalho. A partir de uma simples impressora sem proteção contra malwares, companhias inteiras podem ser invadidas por hackers.

A recepção foi tão boa (até o momento, vista por mais de 2 milhões de pessoas no YouTube), que uma sequência foi realizada sobre o nome The Wolf: The Hunt Continues. Dessa vez, ainda mais parecido com Mr Robot (note a semelhança da trilha sonora), Slater altera dados médicos para mostrar como podemos ser facilmente manipulados.

O mais interessante dessas curta metragens é que a atmosfera do seriado Mr Robot foi “copiada” pela produção da HP, o que consegue distrair o espectador do fato que The Wolf é um merchandising de uma empresa interessada em vender produtos da área de informática. Repare nas observações irônicas feitas por Slater, como se fosse apenas mais um episódio de Mr Robot, e divirta-se com o conteúdo de primeira qualidade (há legendas disponíveis em português, basta ativá-las):

The Wolf

The Wolf: The Hunt Continues

 

Humans need not apply + Podcast Braincast: Você está sendo substituído por um robô

Explorando a relação entre trabalho e tecnologia, algo parece ser inevitável: as máquinas vão substituir a maioria das funções realizada por humanos. Esse é o tema do vídeo Humans need not apply, do canal CGP Grey.

De forma simples, somos apresentados a esse processo que já está ocorrendo e as diversas áreas afetadas. O vídeo realiza uma interessante síntese sobre a automação e a evolução do trabalho. Disponível com legenda em português:

Baseando-se nesse mesmo vídeo, a equipe do Braincast realizou um episódio dedicado a falar sobre essa relação do trabalho em frente a novas tecnologias e as mudanças que elas acarretam. Recomendo fortemente esse podcast pela expansão que realizam do assunto:

Dossiê whitewashing: Ghost In The Shell

Passado mais de uma mês após a estreia da adaptação americana de Ghost In The Shell, o calor da discussão finalmente abaixou. Mas afinal, foi ou não foi whitewashing?

Por definição, whitewashing é uma prática da indústria cinematográfica em que atores brancos são escalados para papéis racialmente diferentes ou de etnia estrangeira. O cinema americano realiza isso há tempos e essa lista da Wikipedia pode dar uma ideia de quão comum isso é:

https://en.wikipedia.org/wiki/Whitewashing_in_film#List_of_films

Durante a produção de Ghost In The Shell, muito se especulou sobre o “embranquecimento” de Motoko Kusanagi. Houve até um boato sobre alterar digitalmente o rosto de Scarlett Johansson, para que ela ficasse com traços asiáticos. A desaprovação de parte do público ganhou notoriedade nas redes sociais e uma petição virtual conseguiu reunir mais de 105 mil assinaturas para que a atriz fosse substituída.

Reuni alguns argumentos de ambos lados para expor melhor a situação:

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Nova edição da revista de ficção científica gratuita Somnium

A edição de número 113 da Somnium traz um artigo sobre transhumanismo e diversos contos de ficção científica!

Blog do Palhão

Olá, pessoal!

Estou passando para indicar a revista do Clube dos Leitores de Ficção Científica (CLFC), do qual sou membro.

Para baixar gratuitamente a edição 113 da Somnium, clique no link a seguir:

http://clfc.com.br/Somnium113.pdf

E boa leitura!

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#Curta: Archetype

A maioria das curtas de ficção científica que assisto não passam do clássico embate Homem Vs Máquina. Archetype consegue ir um pouco além. Após a cena inicial, somos surpreendidos com um homem interrogando uma unidade robótica de combate. É de se estranhar uma cena dessas, afinal bastaria checar a programação do robô, ao invés de tratá-lo como um humano em uma sala, sentado numa cadeira enquanto esclarece os fatos.

Quando é revelado que o interrogatório se trata de uma simulação virtual, a curta já caminha para o seu desfecho, explicando o porque da humanização da unidade de combate.

O diretor, Aaron Sims, mais conhecido por sua arte conceitual, é outro caso de um profissional já inserido no meio cinematográfico hollywoodiano, tentando produzir suas próprias ideias. Seu nome está creditado em tantas produções famosas, que seu IMDB fala por si. Por isso, não é de se espantar que os direitos da obra foram comprados pela Fox Studios. Entretanto, desde 2012 o projeto parece estar engavetado…

As atuações e os efeitos especiais são convincentes. Recomendo assistir aos créditos finais em tela cheia, pois diversas ilustrações e animações são exibidas, nos fazendo imaginar mais daquele mundo sombrio que não apareceu nas filmagens.

Podcast Ultrageek: Hackers – Piratas De Computador

O podcast da Rede Geek, o Ultrageek, abordou o filme Hackers – Piratas De Computador (1995) em um de seus episódios. Explorando os erros técnicos propositais, a equipe justifica as escolhas do diretor em usá-los, também comentam as tecnologias e técnicas de phreaking/hacking que se tornaram datadas. E com bastante humor citam os pontos mais marcantes do filme, as referências, influências e seus personagens fora do comum.

http://www.redegeek.com.br/2015/05/26/ultrageek-196-hackers-piratas-de-computador/