Dossiê whitewashing: Ghost In The Shell

Passado mais de uma mês após a estreia da adaptação americana de Ghost In The Shell, o calor da discussão finalmente abaixou. Mas afinal, foi ou não foi whitewashing?

Por definição, whitewashing é uma prática da indústria cinematográfica em que atores brancos são escalados para papéis racialmente diferentes ou de etnia estrangeira. O cinema americano realiza isso há tempos e essa lista da Wikipedia pode dar uma ideia de quão comum isso é:

https://en.wikipedia.org/wiki/Whitewashing_in_film#List_of_films

Durante a produção de Ghost In The Shell, muito se especulou sobre o “embranquecimento” de Motoko Kusanagi. Houve até um boato sobre alterar digitalmente o rosto de Scarlett Johansson, para que ela ficasse com traços asiáticos. A desaprovação de parte do público ganhou notoriedade nas redes sociais e uma petição virtual conseguiu reunir mais de 105 mil assinaturas para que a atriz fosse substituída.

Reuni alguns argumentos de ambos lados para expor melhor a situação:

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Podcast Ultrageek: Hackers – Piratas De Computador

O podcast da Rede Geek, o Ultrageek, abordou o filme Hackers – Piratas De Computador (1995) em um de seus episódios. Explorando os erros técnicos propositais, a equipe justifica as escolhas do diretor em usá-los, também comentam as tecnologias e técnicas de phreaking/hacking que se tornaram datadas. E com bastante humor citam os pontos mais marcantes do filme, as referências, influências e seus personagens fora do comum.

http://www.redegeek.com.br/2015/05/26/ultrageek-196-hackers-piratas-de-computador/

Hackers (1995)

Lançado em 1995, ano de grande importância (e por que não dizer também mudanças?) para o gênero, Hackers trazia ao cinema uma visão pop da cultura hacker.

Sinopse:
Aos 11 anos, um adolescente conhecido como Zero Cool se torna uma lenda depois de inutilizar 1507 computadores em Wall Street, provocando um caos no mundo financeiro. Proibido de usar um computador até chegar aos 18 anos, ele finalmente retorna sob o codinome Crash Override. Junto de seus novos amigos, ele terá de reunir evidências contra um complô que tenta os incriminar, ao mesmo tempo em que são perseguidos pelo Serviço Secreto.

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#Curta: Tears In The Rain

Baseado no universo do livro Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick, a produção sul africana Tears In The Rain é uma curta metragem, que mergulha profundamente na estética de Blade Runner (1982).

Escrito e dirigido por Christopher Grant Harvey, Tears In The Rain nos brinda com um interessantíssimo plot, movido pelo questionamento: se replicantes são indistinguíveis dos humanos, o que aconteceria se um humano fosse “aposentado” por acidente? Essa abordagem é apresentada pelo engenheiro John Kampff, personagem que se complementa a história de detecção de replicantes de maneira brilhante.

A ambientação segue o denso clima do filme de 1982, além de trabalhar com outros recursos quase idênticos, como a trilha sonora, luzes e figurino. A pós-produção acabou exagerando no volume da música, que compete com as vozes dos atores e deixando o som ambiente um pouco esquecido. As atuações e o uso da câmera fazem o preço da produção, estimado em somente $1500, ser quase inacreditável. Infelizmente, o vídeo disponibilizado não tem legendas, fato que prejudica os não falantes da língua inglesa, pois todo o roteiro é baseado em diálogos.

Esse não é o único projeto feito por fãs que homenageia esse clássico do cinema, existe ao menos mais um a caminho de um crowdfunding. O meu medo é que essas produções acabem sendo melhores do que a continuação prevista para estrear em 2017.

Site oficial: http://www.christophergrantharvey.com/tears-in-the-rain.html

Ou assista pelo Vimeo: https://vimeo.com/201415219

Ao Sugo

O blog Ao Sugo, tem um carinho especial ao tratar de temas relativos a ficção científica, principalmente do cyberpunk. Os artigos procuram debater com profundidade as características do movimento, além de abordar obras marcantes do cinema e da literatura.

Ao Sugo é escrito pelos amigos Victor Hugo e Marcus Vinicius, onde todas as formas de cultura geek são discutidas.

https://aosugo.com/tag/cyberpunk/

Podcast Braincast: Por que rejeitamos ficção científica brasileira?

Quem se interessa por ficção científica já se deparou com esse tema em algum momento. A discussão é ampla, existem muitos fatores para serem levados em consideração em cada tipo de produção artística nacional. O estopim para esse debate foi a recente estreia do seriado 3%, a primeira produção nacional do gênero fantástico no Netflix.

A equipe do Braincast realizou uma abordagem tão grande quanto o assunto merecia, debatendo desde a quantidade de produções, a qualidade, o momento histórico e as influências culturais, tanto nos livros quanto nos filmes. Também comparam a formação de um grande mercado nacional de novelas e temas recorrentes a nossa cultura de apelo realista no cinema, descrevendo as dificuldades dos atores em se encaixar em padrões diferentes dos quais estão acostumados e a linguagem utilizada para compor cada um desses padrões.

Pode-se afirmar que o podcast apresenta um dos debates mais importantes da nossa era como consumidores, produtores e críticos de arte. Já está na hora de levar essa conversa para além das fronteiras dos preconceitos e esteriótipos.

Braincast 216 – Por que rejeitamos ficção científica brasileira?

Estranhos Prazeres (1995)

Sinopse:
Nos últimos dias de 1999, em Los Angeles, o ex-policial Lenny Nero (Ralph Fiennes) negocia CDs contendo emoções e memórias de outras pessoas. Quando um disco que contém os últimos registros de uma prostituta assassinada vai parar em suas mãos, sua vida passa a correr perigo. Em meio ao clima de tensão racial que domina a cidade, a revelação do conteúdo do misterioso CD pode ser o estopim de uma incontrolável reação popular.

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