Cyberpunk Writers

Para os que dominam a língua inglesa, o grupo Cyberpunk Writers é um interessante espaço de discussão do subgênero. Focado na arte da escrita e edição, é possível acompanhar o cenário americano independente de ficção científica, percebendo que seus problemas no mercado editorial não são tão diferentes dos nossos.

https://www.facebook.com/groups/874654982584725/

Os administradores também são idealizadores do zine Phase 2 Magazine e da antologia Altered States.

The Wolf & The Hunt Continues

Com a popularidade do seriado Mr Robot, a HP aproveitou para produzir The Wolf, seu branded content sobre cibersegurança com o ator Christian Slater. (Obs.: Branded Content trata-se de um conteúdo de entretenimento produzido por empresas)

Em apenas 6 minutos, Slater nos introduz ao mundo invisível das brechas de segurança dentro do ambiente de trabalho. A partir de uma simples impressora sem proteção contra malwares, companhias inteiras podem ser invadidas por hackers.

A recepção foi tão boa (até o momento, vista por mais de 2 milhões de pessoas no YouTube), que uma sequência foi realizada sobre o nome The Wolf: The Hunt Continues. Dessa vez, ainda mais parecido com Mr Robot (note a semelhança da trilha sonora), Slater altera dados médicos para mostrar como podemos ser facilmente manipulados.

O mais interessante dessas curta metragens é que a atmosfera do seriado Mr Robot foi “copiada” pela produção da HP, o que consegue distrair o espectador do fato que The Wolf é um merchandising de uma empresa interessada em vender produtos da área de informática. Repare nas observações irônicas feitas por Slater, como se fosse apenas mais um episódio de Mr Robot, e divirta-se com o conteúdo de primeira qualidade (há legendas disponíveis em português, basta ativá-las):

The Wolf

The Wolf: The Hunt Continues

 

Humans need not apply + Podcast Braincast: Você está sendo substituído por um robô

Explorando a relação entre trabalho e tecnologia, algo parece ser inevitável: as máquinas vão substituir a maioria das funções realizada por humanos. Esse é o tema do vídeo Humans need not apply, do canal CGP Grey.

De forma simples, somos apresentados a esse processo que já está ocorrendo e as diversas áreas afetadas. O vídeo realiza uma interessante síntese sobre a automação e a evolução do trabalho. Disponível com legenda em português:

Baseando-se nesse mesmo vídeo, a equipe do Braincast realizou um episódio dedicado a falar sobre essa relação do trabalho em frente a novas tecnologias e as mudanças que elas acarretam. Recomendo fortemente esse podcast pela expansão que realizam do assunto:

Dossiê whitewashing: Ghost In The Shell

Passado mais de uma mês após a estreia da adaptação americana de Ghost In The Shell, o calor da discussão finalmente abaixou. Mas afinal, foi ou não foi whitewashing?

Por definição, whitewashing é uma prática da indústria cinematográfica em que atores brancos são escalados para papéis racialmente diferentes ou de etnia estrangeira. O cinema americano realiza isso há tempos e essa lista da Wikipedia pode dar uma ideia de quão comum isso é:

https://en.wikipedia.org/wiki/Whitewashing_in_film#List_of_films

Durante a produção de Ghost In The Shell, muito se especulou sobre o “embranquecimento” de Motoko Kusanagi. Houve até um boato sobre alterar digitalmente o rosto de Scarlett Johansson, para que ela ficasse com traços asiáticos. A desaprovação de parte do público ganhou notoriedade nas redes sociais e uma petição virtual conseguiu reunir mais de 105 mil assinaturas para que a atriz fosse substituída.

Reuni alguns argumentos de ambos lados para expor melhor a situação:

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Podcast Ultrageek: Hackers – Piratas De Computador

O podcast da Rede Geek, o Ultrageek, abordou o filme Hackers – Piratas De Computador (1995) em um de seus episódios. Explorando os erros técnicos propositais, a equipe justifica as escolhas do diretor em usá-los, também comentam as tecnologias e técnicas de phreaking/hacking que se tornaram datadas. E com bastante humor citam os pontos mais marcantes do filme, as referências, influências e seus personagens fora do comum.

http://www.redegeek.com.br/2015/05/26/ultrageek-196-hackers-piratas-de-computador/

Um pouco sobre o projeto Iniciativa 2045 e Transhumanismo pop

Recentemente, as buscas por informações sobre a Iniciativa 2045 aumentaram. Estranhei o fenômeno, afinal meu post sobre o assunto nunca recebeu tanta atenção quanto agora. Mas por quê?

2045

É exatamente o que eu me perguntava, quando me deparei com um vídeo do programa Fantástico sobre o assunto. Ali estava a resposta. Alguns dias antes, o programa Encontro com Fátima Bernardes fez uma apresentação sobre transhumanismo. Incrível! Mas o que foi dito em rede nacional? Caso ainda não tenha visto, deixarei os links para os programas ao final do post.

Apenas para relembrar, o projeto 2045 tem por objetivo criar um avatar que sustentará a cópia da consciência humana, afim de torná-la imortal. Claro que cabem muitos questionamentos quanto a isso, principalmente por se tratar da cópia… Mas antes de qualquer crítica sobre definições de vida e consciência, é necessário enxergar sua contribuição para o desenvolvimento de tecnologias em manutenção da vida. Ou seja, transhumanismo.

E quanto o projeto já avançou? Quem acompanha qualquer bom canal de tecnologia, sabe da quantidade de pesquisas de interfaces neurais que tem por aí. Amputados ou deficientes movendo próteses apenas com o pensamento, já é um grande avanço na qualidade de vida dessas pessoas. Além disso, os estudos neurocientíficos também já começaram, mas compreender o funcionamento do cérebro humano pode ser uma tarefa para décadas de trabalho… Eu diria que o o projeto ainda está longe de onde quer chegar.

Outra proposta notável dessa área, é o famoso transplante de cabeça que será realizado pelo Dr. Canavero, mas que ainda está envolto de mistério e especulações. Além desses, também temos o recente método de edição genética CRISPR/Cas9 e o DNA gerado artificialmente.

Com essa exposição, o transhumanismo ganha espaço na mídia brasileira, uma ótima oportunidade para despertar o interesse sobre sua filosofia. É o momento ideal para propor debates intelectuais a cerca do tema, ele nunca esteve tão pop. Veja nos links abaixo as matérias exibidas em rede nacional:

Iniciativa 2045 – Fanstático:

http://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/bilionario-russo-investe-pesado-para-descobrir-o-segredo-da-imortalidade/5701494/

Transhumanismo e pós humanismo – Encontro com Fátima Bernardes:

https://globoplay.globo.com/v/5690552/

https://globoplay.globo.com/v/5691548/

Podcast Braincast: Hackathon e o Movimento Maker

Explorando a dinâmica das maratonas de programação (hackathons), um desdobramento da cultura hacker, e da prática DIY/Maker, o Braincast apresentou um programa dedicado a falar desses movimentos que ainda tem muito a crescer em nosso país.

Os convidados Mauro Cavalletti e Pedro Gravena nos demonstra como podemos transformar nosso dia a dia com os métodos das hackathons, e como a tecnologia pode nos auxiliar a desenvolver nossas próprias ideias e produtos.

Vale lembrar: Hackers não são apenas invasores de redes. Existe um vasto universo dentro da cultura hacker e esse podcast explora um pouco dele.

#221. Hackathon e o Movimento Maker

Podcast Anticast: Pós-Verdade

Um podcast tão intrincado quanto a discussão sobre esse conceito que entrou em voga no final do ano de 2016, a pós-verdade.

Sempre tento estabelecer relações entre possíveis áreas do pensamento com questões abordadas na ficção científica. Pensando nisso, acredito ser de interesse aos fãs do gênero que gostam de uma reflexão mais profunda, um estudo sobre como a pós-verdade se relaciona com a tecnologia de nosso presente, com o comportamento social e as consequências de nos conectarmos diariamente as redes sociais.

Nesse contexto, o cyberpunk pode muito bem representar essa questão comunicativa: entre quantidades imensas de informações questionáveis, a busca pela verdade se confunde em meio a opiniões, movimentando dados virtuais que alimentam diariamente nossos dispositivos tecnológicos, enquanto sites divulgam conteúdo falso apenas para lucrar com publicidade. Esse é o belo resultado de nossa distopia cotidiana.