Cyber Brasiliana

Sinospe:
Em uma realidade alternativa, que se desenvolve em um universo pós-cyberpunk, no qual os países do eixo-norte do globo se encontram em decadência, confrontados pelas três grandes potências surgidas no eixo-sul – a União da República Brasiliana, a Africanísia e a Euronova. A qualidade de vida abaixo da linha do equador assume ares de utopia, enquanto no outro hemisfério as corporações lutam pelo controle dos espólios dos antigos países. Nesse cenário, em que uma parte da economia mundial está visivelmente instável, o equilíbrio é mantido por meio da força, de uma consistente e bem defendida base econômica, e da tecnologia que avançou a passos largos até se tornar fundamental à vida. Foi nesse contexto que o Hipermundo se desenvolveu. Um sistema baseado em uma super-rede de servidores, no qual as pessoas desfrutam de uma forma complexa de realidade aumentada, utilizando-a para trabalho, socialização, cultura e registro digital de todas as informações mundiais.

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Pokémon Cyberpunk – Parte I

Aproveitando o hype do Pokémon Go, não existiria momento mais propício para tratar do episódio de nº 38, que foi ao ar ainda no ano de 1997 no Japão. Nele, somos apresentados a um Pokémon completamente criado a partir de códigos de programação e computação gráfica, o Porygon, e um enredo bastante cyberpunk.

Um boato sobre a falta de privacidade com os dados dos usuários, tem ganhado espaço pouco tempo após o lançamento do jogo Pokémon Go. Ao que tudo indica, ele seria mais uma ferramenta de espionagem do serviço secreto americano. Se o jogo foi desenvolvido com essa finalidade, conseguiu ser muito eficaz. Mas isso seria pouco provável, segundo essa máteria. De qualquer forma, esse fato reacendeu a discussão que Snowden soube muito bem como inflamar: estamos sendo vigiados constantemente?

Deixando de lado esse “cyberpunk da vida real” e voltando ao anime, o episódio “Porygon, o Guerreiro Virtual”, da primeira temporada, parece mais uma aventura vivida no The Grid do filme Tron (1982). Onde somos conduzidos por Ash em sua já conhecida jornada, quando eles se deparam com um problema que os leva ao interior de um mundo virtual.

porygon virtual soldier

Ash e seus amigos sendo transferidos para o mundo virtual.

É claro que, se tratando de Pokémon, não era de se esperar algo consistente com as leis da física, mesmo assim, os conceitos tratados não deixam de ser interessantes, se analisados como uma homenagem a ficção cientifica.

Na tentativa de resolver mais um problema criado pela Equipe Rocket, Ash e seus amigos acabam sendo teletransportados para o mundo virtual, onde ocorre a comunicação que permite a transferência de pokébolas entre Centros Pokémons. Então, Porygon surge para auxiliá-los, um Pokémon criado a partir de códigos de programação e que consegue se converter em diferentes formas.

Tudo é tratado como se o espaço virtual fosse uma mescla do espaço físico com comandos virtuais. Os personagens, ao entrarem nesse mundo, se tornam programas, assim, ficam suscetíveis a ataques virtuais. Eles próprios são considerados invasores dentro do sistema, portanto tratados como uma ameaça pelo antivírus (vacina), que podem matá-los de verdade.

É interessante ver como algo tão diferente da proposta do cyberpunk, conseguiu encaixar em um de seus episódios uma trama tão sci-fi, misturando o ciberespaço, com um ser criado artificialmente e a perigosa reação do sistema de segurança do computador. Mas, com certeza, é ainda mais interessante ver como o cyberpunk já nos apontava tendências do futuro: milhões de pessoas tomando as ruas para capturar monstros em realidade aumentada. Um produto criado por uma grande empresa, o poder da tecnologia de criar novos modismos e como o ser humano é facilmente levado pelo seu fluxo.

Apenas a título de curiosidade, esse mesmo episódio foi capaz de levar 685 espectadores ao hospital, devido a epilepsia fotossensível. Para quem se interessar por mais informações, basta ler o artigo na Wikipédia. A cena que desencadeou essa reação pode ser vista a seguir:

Estranhos Prazeres (1995)

Sinopse:
Nos últimos dias de 1999, em Los Angeles, o ex-policial Lenny Nero (Ralph Fiennes) negocia CDs contendo emoções e memórias de outras pessoas. Quando um disco que contém os últimos registros de uma prostituta assassinada vai parar em suas mãos, sua vida passa a correr perigo. Em meio ao clima de tensão racial que domina a cidade, a revelação do conteúdo do misterioso CD pode ser o estopim de uma incontrolável reação popular.

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#Curta: Sight

O nome já diz tudo sobre essa curta metragem: visão. Inspirado no Google Glass, a curta retrata um futuro onde o uso de implantes de retina, possibilitam uma grande interação virtual, uma realidade aumentada, e como essa tecnologia pode afetar nossa vida social.

A realização dessa curta aconteceu como projeto de graduação de Eran May-Raz e Daniel Lazo. Eles mantem uma empresa, a Robot Genius. A curta não pode ser classificada como cyberpunk, mas ela conseguiu representar de forma realista, uma sociedade afetada pela tecnologia.

Ou assista pelo YouTube:

Podcasts Cyberpunk: AlgumaCoisaCast e CabulosoCast

Dois ótimos podcasts que trataram do tema Cyberpunk e merecem uma conferida:

Leitor Cabuloso – http://leitorcabuloso.com.br/

CabulosoCast #132 – As Realidades Virtuais do Cyberpunk

http://leitorcabuloso.com.br/2015/06/cabulosocast-132-as-realidades-virtuais-do-cyberpunk/

AlgumaCoisaCast – http://acc.descolados.com/

79 – ACC – Cyberpunk

http://acc.descolados.com/item/220-79-acc-cyberpunk.html

Ambos podem ser executados para ouvir online e disponíveis para download em formato MP3.

O Futuro dos Jogos

A tecnologia vem tornando possível o sonho de todo admirador do cyberpunk, interagir em uma realidade virtual. O segmento que investiu nisso, foi o de jogos eletrônicos, mercado que gera quase R$ 1 bilhão por ano no Brasil. Através de uma tela, lentes, sensores que captam movimento e uma câmera que capta a posição do jogador, além de diversos componentes eletrônicos, a interação em jogos tem se tornado possível, agora que o mercado esta em alta.

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