Cyber Brasiliana

Sinospe:
Em uma realidade alternativa, que se desenvolve em um universo pós-cyberpunk, no qual os países do eixo-norte do globo se encontram em decadência, confrontados pelas três grandes potências surgidas no eixo-sul – a União da República Brasiliana, a Africanísia e a Euronova. A qualidade de vida abaixo da linha do equador assume ares de utopia, enquanto no outro hemisfério as corporações lutam pelo controle dos espólios dos antigos países. Nesse cenário, em que uma parte da economia mundial está visivelmente instável, o equilíbrio é mantido por meio da força, de uma consistente e bem defendida base econômica, e da tecnologia que avançou a passos largos até se tornar fundamental à vida. Foi nesse contexto que o Hipermundo se desenvolveu. Um sistema baseado em uma super-rede de servidores, no qual as pessoas desfrutam de uma forma complexa de realidade aumentada, utilizando-a para trabalho, socialização, cultura e registro digital de todas as informações mundiais.

Cyber Brasiliana

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Ao Sugo

O blog Ao Sugo, tem um carinho especial ao tratar de temas relativos a ficção científica, principalmente do cyberpunk. Os artigos procuram debater com profundidade as características do movimento, além de abordar obras marcantes do cinema e da literatura.

Ao Sugo é escrito pelos amigos Victor Hugo e Marcus Vinicius, onde todas as formas de cultura geek são discutidas.

https://aosugo.com/tag/cyberpunk/

Resultados do Desafio X-Punk — EntreContos

Quando soube que o site Entre Contos iria realizar um concurso literário voltado ao tema cyberpunk e seus vários subgêneros, fiz questão de acompanhar e participar como avaliador. Tive de dedicar um bom tempo para ler os 40 contos e acabei dando um pausa aqui no Cyber Cultura. Mas valeu a pena acompanhar um evento importante para a formação de novos escritores e descobrir novos talentos nacionais.

Caros EntreContistas, Um dos desafios mais exigentes que já tivemos por estas bandas. Quarenta contos inscritos e apenas três desclassificados, abordando as diversas faces do universo punk, em suas versões cyber, steam, bio, glitter e… café. Haja criatividade e haja polêmica! Mais de 1600 comentários revelando toda a dedicação e paixão de nossos participantes. Muitos parabéns, como diz […]

via Resultados do Desafio X-Punk — EntreContos

Podcast Braincast: Por que rejeitamos ficção científica brasileira?

Quem se interessa por ficção científica já se deparou com esse tema em algum momento. A discussão é ampla, existem muitos fatores para serem levados em consideração em cada tipo de produção artística nacional. O estopim para esse debate foi a recente estreia do seriado 3%, a primeira produção nacional do gênero fantástico no Netflix.

A equipe do Braincast realizou uma abordagem tão grande quanto o assunto merecia, debatendo desde a quantidade de produções, a qualidade, o momento histórico e as influências culturais, tanto nos livros quanto nos filmes. Também comparam a formação de um grande mercado nacional de novelas e temas recorrentes a nossa cultura de apelo realista no cinema, descrevendo as dificuldades dos atores em se encaixar em padrões diferentes dos quais estão acostumados e a linguagem utilizada para compor cada um desses padrões.

Pode-se afirmar que o podcast apresenta um dos debates mais importantes da nossa era como consumidores, produtores e críticos de arte. Já está na hora de levar essa conversa para além das fronteiras dos preconceitos e esteriótipos.

Braincast 216 – Por que rejeitamos ficção científica brasileira?

Podcast Caixa de Histórias: Cultura da Interface

Criado por Paulo Carvalho, o Caixa de Histórias é um interessantíssimo podcast literário, que aborda os livros de maneira diferenciada, sempre realizando a leitura de um trecho da obra antes de comentar sobre ela. A experiência de Paulo como ator confere ao podcast uma qualidade excelente de seu trabalho.

No programa de nº 65, ele recebe Alexandre Maron (Diretor de Inovação Digital da Editora Globo) como convidado para discutirem sobre o livro Cultura da Interface, de Steve Johnson, um teórico da mídia, graduado em semiótica e literatura.

Lançado em 1997, Cultura da Interface nos apresenta uma análise ainda atual, onde as interfaces possibilitaram desenvolver maneiras diferentes de pensarmos e realizarmos tarefas, e como nossa cultura se integrou a tecnologia.

http://www.b9.com.br/67704/podcasts/caixadehistorias/caixa-de-historias-65-cultura-da-interface/

Erros – Parte IV

Entrando em mais um tópico, do qual o assunto é constantemente abordado em críticas literárias, o suposto falecimento do cyberpunk. Afinal, por que ele é tão discutido? Por que tantas pessoas parecem empenhadas em encontrar argumentos para enterrá-lo sob a produção literária? O que mudou na relação entre o público e os autores desde que o cyberpunk perdeu forças? Morto ou não, o que é cyberpunk atualmente?

Voltando a década de 90, o cyberpunk se difundia na cultura pop ao mesmo tempo que a Internet. Os livros que deram origem ao movimento inspiravam filmes, a forma mais acessível de entretenimento, ainda que dependêssemos de nos deslocar até os cinemas e vídeo locadoras. Como citei no post do filme Estranhos Prazeres (1995), no ano de seu lançamento, outros filmes que marcaram as produções americanas também entravam no circuito comercial. Tempos depois, eram reprisados constantemente nas noites da televisão aberta brasileira.

Após a virada do milênio (ou mesmo antes), o hype do cyberpunk já não era mais o mesmo. As discussões sobre as tecnologias virtuais deixavam de ter aquele encantamento de uma ficção e passava a ser algo do cotidiano. Computadores já eram ou se tornavam populares mesmo em países mais pobres. A telefonia móvel era o novo boom do consumismo e a rápida evolução de desempenho dos seus componentes, fornecia cada vez mais variedade de serviços.

Em O Passageiro do Futuro (1992), a realidade virtual e uso de certas drogas deram a um homem com deficiência intelectual, a capacidade de ter uma mente brilhante e poderes incríveis. Na vida real, uma tecnologia como essa nunca chegou a se cumprir. O deslumbramento da relação homem-computador, deixou de ser aquele mundo de possibilidades e aventuras no ciberespaço, e se tornou o que conhecemos hoje: apenas um eletroeletrônico como outro qualquer. Assim, escritores passaram a buscar na biotecnologia e nanotecnologia, elementos que cativassem o imaginário. Mas a atenção dos leitores aprenderam a superar a questão tecnológica, restando apenas a visão pessimista da atualidade, não por acaso, as distopias são o novo hype da literatura.

Tudo aconteceu muito rápido. O movimento mal tinha 20 anos e, na interpretação de nosso cotidiano, já sentíamos vivê-lo. Sendo assim, como tudo que se torna casual em nossas vidas, seu destaque como inovação se apagou das prateleiras das livrarias. Falar de algo que estava consideravelmente próximo de nossa geração, não parecia mais tão excitante. Um forte motivo para acreditar que o cyberpunk morreu desde então.

Mas o movimento cyberpunk era só isso? Acredito que não. A brevidade de sua abordagem tecnológica, pode ter criado uma confusão em quem acredita que isso por si só é capaz de definir gêneros da ficção especulativa. Mas a ficção nunca se tratou da prever o futuro. A ficção é uma forma literária de se abordar algum tema, seja no passado, presente ou futuro. O cyberpunk ainda é uma abordagem de nosso presente. A futurologia, por sua vez, é o que o famoso Ray Kurzweil faz: ensaios de não ficção sobre a tecnologia do futuro.

Se lá fora, tudo isso ocorreu muito rápido, aqui no Brasil, foi ainda mais acelerado. Neuromancer somente foi lançado por aqui em 1991, pela editora Aleph (espero não estar errado sobre isso). Ou seja, houve um menor tempo de reconhecimento das obras para leitores brasileiros, além de se tratar de um tipo de literatura que, de certa forma, é “somente” destinada ao fandom, por conta do baixo número de leitores no país.

Se leitores já eram poucos, o que dizer de escritores? Quem pesquisar por isso agora, vai encontrar uma quantidade muito pequena. Acredito (não tenho certeza) que Santa Clara Poltergeist (1990) tenha sido a primeira obra nacional com características cyberpunk. De lá pra cá, o cenário editorial se mostrou pouquíssimo aberto ao subgênero. Mesmo com o advento do e-book e a publicação virtual independente, o número continua baixíssimo.

Dessa forma, a impressão que temos é fortemente guiada pelo mercado. Mas isso não significa que a produção literária cyberpunk não exista mais. Ela sobrevive “marginalizada” na Amazon, Goodreads, etc; principalmente em língua inglesa. Também encontra vida sob diferentes formas, como música, cinema, seriados, animações e jogos. Mas e o ciclo das grandes editoras? Seria fundamental haver novos títulos largamente comercializados para se fazer notar. Nesse caso, o vencedor do prêmio Hugo Awards de 2003, o romance Carbono Alterado, de Richard K. Morgan, pode ser um dos últimos grandes exemplos. Notícias mais recentes confirmam sua adaptação para uma seriado.

E quanto aos escritores que produziam cyberpunk no início do movimento? A resposta para essa pergunta e diversas outras questões, podem ser encontradas no texto de Lídia Zuin para a revista Somnium, que aborda com muita objetividade a relação dos autores com o público atual. Resumindo: eles estão migrando para outros gêneros.

Por fim, toda essa interpretação sobre o cyberpunk na atualidade, o postcyberpunk, a tecnologia abordada, convergem para uma mesma direção: a sensação de que estamos vivendo-o agora. Mas isso já não acontecia desde a década de 80? Muitas ideias comuns que perambulam na literatura do gênero, já faziam parte da sociedade. Não foi o futuro que se tornou cyberpunk, a realidade desde aquela época já o era todo esse tempo.

Como já disse em outro parágrafo, o gênero influenciou diversas formas de arte além da literatura. Essa subcultura é o seu maior legado, pois transcendeu as páginas dos livros. Quando anunciaram sua morte, nada mais fizeram do que romantizar um simples fato: ele não é mais o produto desejado.

Infelizmente, para a grande mídia, o cyberpunk ressurgirá apenas em momentos específicos, quando uma obra ganhar seus 15 minutos de fama. Pude observar bem isso, quando anunciaram a produção do seriado do livro Carbono Alterado, diversas pessoas passaram a buscar pelo produto, que mal havia sido resenhado em sites brasileiros, e acabavam descobrindo mais informações sobre ele aqui no Cyber Cultura. Porém, como todo evento movido por grandes massas, o interesse é bastante superficial. Cerca de só 10% das pessoas se interessaram em ler a resenha sobre ele. Ou seja, saber um pouco sobre quem era o autor e a sinopse da obra bastou para a maioria.

Por fim, algo que percebo ser pouco discutido, é a baixa quantidade de clássicos publicados no Brasil. Esse argumento não é válido somente para um tipo de ficção especulativa, mas a todos. Isso só está começando a ser alterado recentemente. Um pequeno alívio para o fandom nacional. Talvez, se tantos autores que ajudaram a compor o movimento e, principalmente, aqueles que vieram antes com idéias geralmente chamadas de proto-cyberpunk, forem publicados por editoras grandes como a Aleph ou outras, esse conceito de “morte” pode ser interpretado de outra forma. Não se enterra uma geração de escritores e artistas, em vez disso, eles se tornam parte da história da cultura de uma geração.

Erros – Parte III

Continuando com mais um item, e esse é o mais difícil de falar sobre, o postcyberpunk. Todo fã já deve ter se deparado com essa separação, que foi iniciada em 1995 com o lançamento do livro The Diamond Age, de Neal Stephenson. A questão é: essa nova visão apresentada é suficiente para se criar um novo subgênero literário? Eu nunca enxerguei muito sentido nisso e vou tentar explicar porque. Por definição, o postcyberpunk seria uma maneira mais atualizada de descrever o mundo tecnologicamente, em que seus personagens saem da abordagem “alienados pela tecnologia” e a abraçam, sendo ela considerada sociedade. Então, uma mudança na maneira do protagonista em observar o mundo que o cerca, é o pilar disso tudo? Para mim, nada mais parece do que a escolha de representar um personagem mais fácil de se identificar com o mundo real. Fugindo um pouco da distopia, mas não se assumindo como utopia. Apenas sendo mais realista em sua abordagem.

Outro elemento que é considerado postcyberpunk, é o protagonista em relação ao Status Quo. Ou ele está lutando para mudá-lo (em busca de melhorar as condições sociais), ou está lutando para protegê-lo. Essa é a característica que acho menos atrativa. Pois em qualquer história, sendo ela ficção científica ou não, há algo que possa ser assemelhado a ideia de ter um protagonista querendo evoluir ou se manter como está. Simplesmente, é um argumento muito generalista dentro da literatura, para me fazer interpretar isso como uma mudança de paradigma. Parece apenas o cyberpunk “clássico” com outro ponto de vista.

Aí entra outra questão, a descrição da tecnologia. O postcyberpunk ficou muito marcado por nanotecnologia e biotecnologia na obra de Neal Stephenson. Se considerarmos cada uso de diferente tecnologias, teremos “n” subgêneros literários, onde “n” assume o valor da quantidade de tecnologias existentes. Um argumento como esse faz bastante sentido para os outros subgêneros do cyberpunk. Basicamente temos histórias e mais histórias passadas nas mais diversas épocas com os mais diferente tipos de enfoque tecnológico a ser explorado pelo autor. Mas até onde isso pode ser considerado um novo movimento literário ao invés de apenas uma nova roupagem?

No fim das contas, os dois movimentos [cyber e postcyber] parecem usar da ficção para contar uma mesma história. Não há uma ruptura como houve entre a ficção clássica e o cyberpunk. Personagens mudam de lado em qualquer gênero literário. Tecnologias e teorias novas são acrescentadas a literatura todos os dias. Recentemente, um artigo do Neon Dystopia abordou o postcyberpunk, onde o “clássico” e o “post-” são definidos, e ainda assim, não fui convencido. O maior argumento desse artigo, consiste em associar o postcyberpunk como um amadurecimento do gênero. Mas, sinceramente, quando vejo protagonistas niilistas sendo substituídos por atos de heroísmo ou de preocupações mais realistas, enxergo um público que busca um material mais acessível. Em contrapartida, traz novos temas para refletir sobre.

Provavelmente, nem seja um erro criar esse subgênero dentro do cyberpunk, e tudo não passa de uma implicação minha. Porém, o que me deixa descrente nessa diferença entre os dois, seja justamente a falta de uma lacuna maior. Quando o cyberpunk surgiu, ele logo foi entendido como uma nova maneira de observar o futuro da humanidade e sua relação com a tecnologia, representando com grande niilismo o nosso presente [daquela época]. Trinta anos depois, o que mudou? Quase nada. O mundo não sofreu uma alteração grande o suficiente para que uma nova visão surja, tampouco a literatura em busca de um outro olhar sobre esses fatos. A maior mudança veio apenas do ponto de vista dos protagonistas.

Uma comparação um pouco boba de se fazer, mas útil, é olhar o nosso presente. A literatura se tornou um grande espaço de representatividade. Muitos autores não querem tratar da ficção apenas como ficção, mas querem representar valores sociais em seus personagens. De contexto raciais, a mudança de sexo e nacionalidade, a literatura dessa década mudou muito. Não em vão, houve aquela situação na premiação do Hugo Awards de 2015. Porém, nem mesmo após um movimento tão grande e tão discutido, estão surgindo classificações “post-x”, onde o x pode representar um gênero ou subgênero qualquer.

Outro argumento defendido no postcyberpunk, é tratar a literatura de ficção especulativa como um movimento contínuo até o cyberpunk. A partir dali, os novos autores que cresceram lendo a ficção escrita até os anos 80, criariam uma descontinuidade nessa suposta linha temporal. Com base nisso, é fácil recriar o mesmo raciocínio a cada 20 ou 30 anos, talvez até menos, dependendo da situação do mercado editorial.

Até que surja algo capaz de revolucionar a maneira de se contar histórias de ficção especulativa novamente, todos seus subgêneros continuarão sendo apenas desdobramentos das mesmas ideias, mas em tecnologias e/ou épocas diferentes. O mais longe que consigo enxergar como algum avanço direto do cyberpunk, sem tentar apenas trocar sua roupagem, seria o Cyberprep. Sua maior diferença é a remoção do elemento punk da história, uma mudança significativa em um dos elementos primordiais.

Erros – Parte II

Continuando a procura de equívocos na determinação desse subgênero da ficção científica, o seguinte erro mais notável, acredito que se trata da origem do termo Cyberpunk. A versão reconhecida como oficial na maioria das fontes de pesquisa, surgiu em um conto de Bruce Bethke, intitulado “Cyberpunk”. Ele diz ter inventado a expresão deliberadamente. Algumas pessoas adicionam que ele havia sido hackeado lá pelo começo da década de 80, e que isso o inspirou a escrever tal conto.

Também já vi textos responsabilizarem o editor da revista americana Asimov’s Science Fiction, Gardner Dozois, pelo surgimento dessa palavra. Apesar da criação dessa nomenclatura não ter sido sua invenção, foi dele a “culpa” em torná-la popular. Em um artigo ao jornal The Washington Post, ele teria usado do termo para descrever a ficção científica oitentista de autores como William Gibson, Bruce Sterling, Pat Cadigan, Lewis Shiner e John Shirley. Antes de Cyberpunk, muitos outros nomes foram dados ao movimento, como: radical hard SF, the outlaw technologists, the eighties wave, the neuromatics, the mirrorshades group, the moviment…

E o assunto vai além, pois há uma enorme discussão sobre o termo “Punk” dentro da palavra cyberpunk. Muito é dito sobre a influência [do Punk] na estética e comportamento dos personagens. Quando o assunto surge em grandes grupos, aparecem lados entre pessoas que querem ter razão sobre como utilizar os argumentos da cultura punk em cima desse tipo de literatura. Enquanto que, segundo seu criador [Bruce Bethke], o punk vem da atitude. Ele usou a justaposição das palavras de forma que soassem bem aos ouvidos, mas a razão de tê-la criada, foi puramente mercadológica. Inclusive, Bethke revelou que, se soubesse que estaria respondendo perguntas sobre o termo que criou, o teria registrado.

Acredito que o cyberpunk se desenvolveu muito além da literatura, causando todas as discussões e análises sobre o quão punk é o cyberpunk. Um bom texto sobre isso pode ser lido no Neon Dystopia. Além disso, os subgêneros do cyberpunk, receberam também o sufixo -punk, sendo que muitos deles não apresentam nada de punk em suas histórias, talvez porque o movimento já havia se dissolvido e absorvido pela cultura pop. Tornando-se apenas um sufixo de designação para histórias de ficção que retratam certas épocas e/ou tecnologias.

Cyberpunk se tornou sinônimo de hackers, futuro próximo, tecnologias invasivas, megacorporações substituindo o Estado, alienação tecnológica, cultura oriental no ocidente, luzes neon, luta contra corporações, entre tantas outras características de suas tramas e cenários. Cada episódio do mundo real que pareceria futurista há 10, 20 ou 30 anos, é considerado um evento cyberpunk nos tempos atuais. De certa forma, é possível dizer que a generalização do termo, tornou-o referência para qualquer novidade do cenário tecnológico contemporâneo. A intenção de Bruce Bethke ganhou proporções maiores do que ele poderia imaginar.