Cyberpunk na indústria do entretenimento

Em seu Trabalho de Conclusão de Curso, Edson Almeida Costa, graduado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte e MBA em Marketing Digital, desenvolveu um estudo sobre o cyberpunk na indústria cultural, usando o mangá Blame! como principal objeto de pesquisa.

É interessante falar sobre Blame! no momento, pois em maio desse ano foi lançada uma adaptação em formato de anime. Além de falar sobre cyberpunk, contracultura e cibercultura, o TCC de Edson acaba sendo uma boa fonte de informação do universo de Tsutomu Nihei, criador da série, retratando com detalhes as influências e características marcantes da obra.

O material pode ser lido pelo link abaixo:
Edson – Monografia – Cyberpunk na Indústria de Entretenimento

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O futuro do presente no pretérito: A ficção científica brasileira e a relação do país com a ciência e a tecnologia

Pesquisando sobre os impactos que a ditadura militar teria causado na produção nacional de ficção especulativa, o colega Fábio Fernandes me indicou uma obra de Mary Elizabeth Ginway, uma americana professora de português e literatura brasileira da Universidade da Flórida.

resenha feita por Antônio Luiz M C Costa no site do Skoob, explica um pouco da relação de Ginway com nossa produção literária ficcional. Como ainda não tive a oportunidade de ler o livro, Ficção Científica Brasileira: Mitos Culturais e Nacionalidade no País do Futuro, encontrei mais informações sobre ele através de um artigo publicado na revista FAPESP.

O autor, Carlos Haag, aborda os contextos sociais e tecnológicos da produção de ficção científica nacional. Para isso, ele se apoia diversas vezes na pesquisa feita por Ginway. Passando desde a primeira publicação nacional do gênero, até o cyberpunk surgido após a ditadura militar.

O artigo pode ser lido diretamente no site da FAPESP:

http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/06/23/o-futuro-do-presente-no-pret%C3%A9rito/

Ou em formato de revista, pelo .pdf:

http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/078-083-184.pdf?8d2b69

 

Novos mapas da Pós-Humanidade: a ideia de personalidades ciberneticamente compartilhadas em Emissaries From The Dead e Embassytown

Indo além da tradicional concepção de pós-humano, o autor Fábio Fernandes investiga outras facetas dessa condição tecnologicamente evoluída, deixando de lado os implantes físicos e se voltando a linguagem e a comunicação dentro do imaginário da ficção especulativa. Para isso, ele utiliza de exemplo os livros Embassytown (2011), de China Miéville, e Emissaries From The Dead (2008), de Adam-Troy Castro.

O artigo escrito para a Revista Z Cultural é, além de estudo sobre a comunicação, um belo olhar sobre a ficção especulativa contemporânea. A facilidade com que o autor mescla os temas, se dá pela sua formação e atuação profissional. Graduado em Comunicação (Faculdades Integradas Hélio Alonso), mestrado e doutorado em Comunicação e Semiótica (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e pós-doutorado na ECA-USP, Fábio também é escritor, tradutor, professor e pesquisador. Vale destacar sua contribuição como tradutor, sendo responsável pelas obras de William Gibson, Neal Stephenson, Philip K. Dick e muitos outros.

http://revistazcultural.pacc.ufrj.br/novos-mapas-da-pos-humanidade-a-ideia-de-personalidades-ciberneticamente-compartilhadas-em-emissaries-from-the-dead-e-embassytown/

Dos livros para as telas: Johnny Mnemonic

A Revista Desenredo, do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade de Passo Fundo, publicou em 2014, o artigo “O cyberpunk: dos livros para as telas. Uma análise do filme Johnny Mnemonic – O ciborgue do futuro”. Um texto que acompanha a evolução do cyberpunk e suas representações pós-modernas, ciberculturais e uma análise do filme Johnny Mnemonic (já postado aqui no Cyber Cultura).

Os autores do artigo, são: Edgar Roberto Kirchof, graduado em Letras, mestrado em Ciências da Comunicação e doutorado em Lingüística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. E Alessandra da Rosa Trindade Camilo, graduada em Letras Inglês e Literaturas, e mestre em Educação e Estudos Culturais pela Universidade Luterana do Brasil.

O artigo é um ótimo complemento para quem já assistiu ao filme, analisando profundamente seu caráter cultural e colocando em cheque a questão tecnológica. Para ler ou baixar o artigo, basta acessar o link:

http://www.upf.br/seer/index.php/rd/article/view/4159/3092

Inovação Tecnológica

O site Inovação Tecnológica apresenta pesquisas e trabalhos acadêmicos, que são novidades no mundo todo. Abrangendo todas as áreas da tecnologia, é uma importante fonte de informação, principalmente aos interessados pelo o que o futuro nos reserva. Ativo desde 1999, o site contém inúmeros artigos traduzidos para o português.

http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php

Inteligência Artificial: Interação e comunicação

Conhecemos mais a inteligência artificial por romances, do que verdadeiramente por estudos. Isaac Asimov, renomado autor de ficção científica, foi um dos maiores influenciadores da visão romântica que temos sobre robôs interativos e inteligentes. Mas o que tem sido atualmente no campo da inteligência artificial? O que já existe e o que ainda não conseguimos alcançar?

Através dos artigos de Alex Primo, professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da UFRGS, mestrado em Jornalismo (Ball State University) e doutorado em Informática na Educação (UFRGS), obtemos um conhecimento mais realista da situação do desenvolvimento dessa tecnologia, quais as dificuldades para se chegar até ela e um contexto histórico sobre o assunto.

Ambos artigos foram publicados no Laboratório de Interação Mediada por Computador (Limc), site da UFRGS. O primeiro artigo se foca na crítica de se tentar reproduzir tecnologicamente a interação humana a partir de uma inteligência artificial.

Link: http://www.ufrgs.br/limc/PDFs/conhecimento_interacao.pdf

O segundo, nas perspectivas de comunicação das inteligências artificiais e uma análise sobre Cybelle, a primeira robô de conversação (chatterbot) brasileira na Web.

Link: http://www.ufrgs.br/limc/PDFs/cybelle.pdf

Extropia: um produto radical do Transhumanismo

Extropia é um termo utilizado na literatura acadêmica, que foi concebido para ser antônimo de entropia. Em definição dada por Max Moore, “a extensão da inteligência, ordem funcional, vitalidade, energia, vida, experiência e capacidade e motivação por crescimento e melhoramento de um sistema vivo ou organizacional”.

extropy-icon

Símbolo da extropia.

O Extropianismo, a filosofia da extropia, pode ser brevemente explicada nesse site. Se trata de um tipo de Transhumanismo. Seus conceitos estão relacionados ao “Super-Homem” nietzschiano (Übermensch), onde se deve superar os valores humanos. Os extropianos tem uma ideia otimista de futuro, anseiam progressos tecnológicos capazes de nos dar a imortalidade. Também creem que a vida baseada no carbono é como um hardware ultrapassado, portanto necessitamos encontrar um novo tipo, melhor e capaz de resistir ao tempo. Continuar lendo

Transhumanismo: as máquinas para o bem do homem

As aplicações tecnológicas parecem não conter mais barreiras, para tudo utilizamos ferramentas tecnológicas e a cada dia elas se tornam mais sofisticadas. O Transhumanismo (ou transumanismo, ou ainda trans-humanismo) é uma corrente filosófica também considerada como uma filosofia emergente ou então, ideologia futurista. O seu objetivo é estudar e compreender as consequências do uso tecnológico afim de superar as limitações humanas.

Símbolo do Transhumanismo

Símbolo do Transhumanismo.

Alguns temas são recorrentes no Transhumanismo, como: imortalidade, singularidade tecnológica, inteligência artificial, implicações éticas, biotecnologia, nanotecnologia, espiritualismo, modificação corporal e realidade simulada. De certa forma, é possível dizer que o Transhumanismo é o estudo consciente capaz de preparar a humanidade para tecnologias futuras, prezando o aprimoramento humano intelectual, físico, espiritual e psicológico.

Homem-Máquina ou Homem e Máquina?

Separei um texto publicado na revista Filosofia de João Lourenço de Araújo Fabiano. Jornalista e licenciando em Filosofia na USP, é membro fundador do Grupo de Filosofia Analítica da USP. No seu texto, ele aborda a questão do Transhumanismo de forma de fácil compreensão.

Link: http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/43/artigo162084-1.asp