The Wolf & The Hunt Continues

Com a popularidade do seriado Mr Robot, a HP aproveitou para produzir The Wolf, seu branded content sobre cibersegurança com o ator Christian Slater. (Obs.: Branded Content trata-se de um conteúdo de entretenimento produzido por empresas)

Em apenas 6 minutos, Slater nos introduz ao mundo invisível das brechas de segurança dentro do ambiente de trabalho. A partir de uma simples impressora sem proteção contra malwares, companhias inteiras podem ser invadidas por hackers.

A recepção foi tão boa (até o momento, vista por mais de 2 milhões de pessoas no YouTube), que uma sequência foi realizada sobre o nome The Wolf: The Hunt Continues. Dessa vez, ainda mais parecido com Mr Robot (note a semelhança da trilha sonora), Slater altera dados médicos para mostrar como podemos ser facilmente manipulados.

O mais interessante dessas curta metragens é que a atmosfera do seriado Mr Robot foi “copiada” pela produção da HP, o que consegue distrair o espectador do fato que The Wolf é um merchandising de uma empresa interessada em vender produtos da área de informática. Repare nas observações irônicas feitas por Slater, como se fosse apenas mais um episódio de Mr Robot, e divirta-se com o conteúdo de primeira qualidade (há legendas disponíveis em português, basta ativá-las):

The Wolf

The Wolf: The Hunt Continues

 

Podcast Ultrageek: Hackers – Piratas De Computador

O podcast da Rede Geek, o Ultrageek, abordou o filme Hackers – Piratas De Computador (1995) em um de seus episódios. Explorando os erros técnicos propositais, a equipe justifica as escolhas do diretor em usá-los, também comentam as tecnologias e técnicas de phreaking/hacking que se tornaram datadas. E com bastante humor citam os pontos mais marcantes do filme, as referências, influências e seus personagens fora do comum.

http://www.redegeek.com.br/2015/05/26/ultrageek-196-hackers-piratas-de-computador/

Podcast Braincast: Hackathon e o Movimento Maker

Explorando a dinâmica das maratonas de programação (hackathons), um desdobramento da cultura hacker, e da prática DIY/Maker, o Braincast apresentou um programa dedicado a falar desses movimentos que ainda tem muito a crescer em nosso país.

Os convidados Mauro Cavalletti e Pedro Gravena nos demonstra como podemos transformar nosso dia a dia com os métodos das hackathons, e como a tecnologia pode nos auxiliar a desenvolver nossas próprias ideias e produtos.

Vale lembrar: Hackers não são apenas invasores de redes. Existe um vasto universo dentro da cultura hacker e esse podcast explora um pouco dele.

#221. Hackathon e o Movimento Maker

Hackers (1995)

Lançado em 1995, ano de grande importância (e por que não dizer também mudanças?) para o gênero, Hackers trazia ao cinema uma visão pop da cultura hacker.

Sinopse:
Aos 11 anos, um adolescente conhecido como Zero Cool se torna uma lenda depois de inutilizar 1507 computadores em Wall Street, provocando um caos no mundo financeiro. Proibido de usar um computador até chegar aos 18 anos, ele finalmente retorna sob o codinome Crash Override. Junto de seus novos amigos, ele terá de reunir evidências contra um complô que tenta os incriminar, ao mesmo tempo em que são perseguidos pelo Serviço Secreto.

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O Manifesto Hacker

Publicado em 1986 sob o título “The Conscience of a Hacker”, o texto que ficou conhecido como O Manifesto Hacker, é uma abordagem do início do movimento, que retrata o espírito da época.

A importância desse texto para o desenvolvimento da cultura e da ética hacker, pode ser melhor explicada pela própria comunidade hacker. Segue o trecho adaptado do site Anonymousbr4sil:

Ele foi escrito após a detenção do autor, e publicado pela primeira vez no ezine Phrack. É considerada uma pedra angular da cultura hacker, e dá alguns esclarecimentos sobre a psicologia de início dos hackers. É dito que isso moldou a opinião da comunidade hacker sobre si mesma e sua motivação. O Manifesto afirma que os “hackers” optam por hackear, porque é uma maneira pela qual eles aprendem, e porque muitas vezes são frustrados e entediados pelas limitações das normas da sociedade. Também expressa o Satori de um hacker percebendo seu potencial no domínio dos computadores.

O Manifesto age como um guia para hackers do mundo, especialmente os novos no campo. Ele serve como um fundamento ético à pirataria, e afirma que há um ponto que a pirataria substitui desejos egoístas para explorar ou prejudicar outras pessoas, e que a tecnologia deve ser usada para expandir nossos horizontes e tentar manter o mundo livre.

O autor do manifesto, Loyd Blankenship, escreveu o texto sob o pseudônimo The Mentor. Mais tarde, Loyd seria chamado para escrever o RPG Gurps Cyberpunk.

Segue o texto em uma tradução livre:

Mais um foi pego hoje, está em todos os jornais. “Adolescente preso por crime de computador”. “Hacker é preso após falsificação bancária”…

Malditos garotos. Eles são todos parecidos.

Mas você, em sua psicologia barata e um cérebro tecnológico de 1950, nunca viu por trás dos olhos de um hacker? Você já se perguntou o que o marcou, o que o forçou, o que pode tê-lo moldado?

Eu sou um hacker, entre no meu mundo…

O meu é um mundo que começa com a escola… Eu sou mais esperto do que a maioria das outras crianças, essa porcaria que eles nos ensinam me entedia…

Maldito estudante abaixo da média. Eles são todos parecidos.

Eu estou no ensino fundamental ou no ensino médio. Eu ouvi os professores explicarem pela décima quinta vez como reduzir uma fração. Eu entendi. “Não, Sra. Smith, eu não mostrei o meu trabalho. Eu fiz na minha cabeça…”

Maldito garoto. Provavelmente copiou isto. Eles são todos parecidos.

Eu fiz uma descoberta hoje. Eu encontrei um computador. Espere um segundo, isto é legal. Ele faz o que eu quero. Se ele comete um erro, é porque eu estraguei tudo. Não é porque não gosta de mim… Ou se sente ameaçado por mim… Ou pensa que eu sou um espertinho… Ou não gosta de ensinar e não deveria estar aqui …

Maldito garoto. Tudo o que ele faz é jogar jogos. Eles são todos parecidos.

E então aconteceu… uma porta aberta para um mundo… correndo através da linha telefônica como heroína pelas veias de um viciado, um pulso eletrônico é enviado, um refúgio contra as incompetências do dia-a-dia é solicitado… uma placa é encontrada.

“Isto é tudo… isto é onde eu pertenço…” Eu conheço todo mundo aqui… mesmo que eu nunca tenha encontrado com eles, nunca falado com eles, e talvez possa nunca ouvi-los novamente… Eu conheço todos vocês…

Maldito garoto. Ocupando a linha telefônica novamente. Eles são todos parecidos…

Pode apostar que somos todos parecidos… temos sido alimentados com comida para bebê na escola enquanto tínhamos fome de bife… os pedaços de carne que você deixou escapar foram pré-mastigados e sem gosto. Nós fomos dominados por sádicos, ou ignorados pelo apático. Os poucos que tiveram algo a nos ensinar, encontraram alunos dispostos, mas esses poucos são como gotas de água no deserto.

Este é o nosso mundo agora… o mundo do elétron e do interruptor, a beleza da transmissão. Nós fazemos uso de um serviço que já existe sem pagar o que poderia ser baratíssimo, se não fosse administrado por gulosos aproveitadores e você nos chama de criminosos. Nós exploramos… e vocês nos chamam de criminosos.

Nós buscamos conhecimento… e vocês nos chamam de criminosos. Nós existimos sem cor de pele,
sem nacionalidade, sem preconceito religioso… e vocês nos chamam de criminosos. Você constrói bombas atômicas, você empreende guerras, você assassina, engana, e mente para nós e tentam nos fazer acreditar que é para o nosso próprio bem, contudo nós somos os criminosos.

Sim, eu sou um criminoso. Meu crime é o da curiosidade. Meu crime é o de julgar as pessoas pelo que elas dizem e pensam, não pelo o que aparentam. Meu crime é o de ser mais esperto que você, algo pelo qual você nunca vai me perdoar.

Eu sou um hacker e este é o meu manifesto. Você pode parar este indivíduo, mas você não pode parar todos nós… afinal, somos todos parecidos.

Texto original em inglês:

http://phrack.org/issues/7/3.html

Podcast AntiCast: Cyberativismo e Partido Pirata

Tocando em temas importantíssimos da cibercultura de nossa época, o AntiCast produziu dois ótimos podcasts repletos de informações, que ajudam a compreender o cenário global de como a internet vem impactando nossa realidade, através do cyberativismo. Também analisando o que se tornou o patrimônio intelectual no mundo contemporâneo e as propostas do Partido Pirata, o único com capacidade de reconhecer a importância do debate de direitos e tecnologias, sem ignorar a atual realidade do que se tornou a internet.

AntiCast 224 – Cyberativismo e o ano de 2011

 

AntiCast 233 – Partido Pirata, Cyberativismo e Direitos Autorais

Biohackers: hackeando o próprio corpo

O movimento Biohacking tem como objetivo a modificação do corpo humano aliado da tecnologia, aprimorando-o e tornando capaz de enviar/receber dados ou até de sentir novas sensações. Por ser algo ainda recente, pouco foi discutido nas grandes mídias, porém todo entusiasta do transhumanismo já conhece as práticas dos Biohackers. Estaríamos a frente de uma evolução?

Implante Cicardia 1.0

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