Podcast O Drone Saltitante: Carbono Alterado & Alamut

Marcando o retorno da dupla Diana Ruiz e Igor Rodrigues, o episódio lançado em 02/03 abordou o livro Carbono Alterado. Para que mantém o hábito de ouvir podcasts, provavelmente irá gostar da nova abordagem de O Drone Saltitante.

Sobre a discussão acerca da obra postcyberpunk, as opiniões são bastante honestas, pois reconhecem características do livro que pretendo abordar numa resenha após realizar a releitura de Carbono Alterado.

Ep. #127 – Carbono Alterado & Alamut

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Os Dias Da Peste

Sinopse:
A história se passa em um Rio de Janeiro sombrio e cyberpunk e narra a história de Artur Mattos, um técnico em computadores e professor universitário que ganha a vida percorrendo empresas cujos donos estão desesperados com as panes de suas máquinas. Mostrando a vida solitária e ambígua de Artur, o livro tenta provocar a questão – Será que devemos temer e impedir a inteligência artificial por causa do efeito nocivo de suas tecnologias?

7857028._UY630_SR1200,630_ Continuar lendo

Podcast É Pau, É Pedra: Clube do livro – Neuromancer

O podcast formado pelo grupo de contribuidores do Anticast – É Pau, É Pedra – gravou um episódio sobre o clássico Neuromancer, de William Gibson, que foi ao ar em 2016. O programa é boa uma indicação para aqueles que procuram compreender melhor diversas nuances da obra e do movimento literário cyberpunk, como sua datação, linguagem e especulações tecnológicas.

O convidado especial, Fábio Fernandes, quem realizou a última tradução de Neuromancer para o português, conta um breve histórico sobre as diferentes traduções que a obra recebeu desde que foi lançada no Brasil em 1991. Também revela as dificuldades e peculiaridades do processo, que resultou em seu trabalho para a editora Aleph.

Mas atenção: a partir de certo ponto, devidamente comunicado pelos apresentadores, há spoilers comentando todos os capítulos.

Clube do Livro #3 – Neuromancer (William Gibson)

Cyber Brasiliana

Sinospe:
Em uma realidade alternativa, que se desenvolve em um universo pós-cyberpunk, no qual os países do eixo-norte do globo se encontram em decadência, confrontados pelas três grandes potências surgidas no eixo-sul – a União da República Brasiliana, a Africanísia e a Euronova. A qualidade de vida abaixo da linha do equador assume ares de utopia, enquanto no outro hemisfério as corporações lutam pelo controle dos espólios dos antigos países. Nesse cenário, em que uma parte da economia mundial está visivelmente instável, o equilíbrio é mantido por meio da força, de uma consistente e bem defendida base econômica, e da tecnologia que avançou a passos largos até se tornar fundamental à vida. Foi nesse contexto que o Hipermundo se desenvolveu. Um sistema baseado em uma super-rede de servidores, no qual as pessoas desfrutam de uma forma complexa de realidade aumentada, utilizando-a para trabalho, socialização, cultura e registro digital de todas as informações mundiais.

Cyber Brasiliana

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Ficção Científica Brasileira

Criado especialmente para falar sobre a FC nacional, o blog Ficção Científica Brasileira é o resultado de uma colaboração de resenhistas, autores e editores que antes de mais nada, são amantes do gênero e reconhecem o valor da produção feita por nossos artistas.

Para os amantes de FC, é um canal essencial de informações. Vale a pena acompanhar as resenhas e opiniões.

https://ficcaocientificabrasileira.wordpress.com/

O futuro do presente no pretérito: A ficção científica brasileira e a relação do país com a ciência e a tecnologia

Pesquisando sobre os impactos que a ditadura militar teria causado na produção nacional de ficção especulativa, o colega Fábio Fernandes me indicou uma obra de Mary Elizabeth Ginway, uma americana professora de português e literatura brasileira da Universidade da Flórida.

resenha feita por Antônio Luiz M C Costa no site do Skoob, explica um pouco da relação de Ginway com nossa produção literária ficcional. Como ainda não tive a oportunidade de ler o livro, Ficção Científica Brasileira: Mitos Culturais e Nacionalidade no País do Futuro, encontrei mais informações sobre ele através de um artigo publicado na revista FAPESP.

O autor, Carlos Haag, aborda os contextos sociais e tecnológicos da produção de ficção científica nacional. Para isso, ele se apoia diversas vezes na pesquisa feita por Ginway. Passando desde a primeira publicação nacional do gênero, até o cyberpunk surgido após a ditadura militar.

O artigo pode ser lido diretamente no site da FAPESP:

http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/06/23/o-futuro-do-presente-no-pret%C3%A9rito/

Ou em formato de revista, pelo .pdf:

http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/078-083-184.pdf?8d2b69

 

Novos mapas da Pós-Humanidade: a ideia de personalidades ciberneticamente compartilhadas em Emissaries From The Dead e Embassytown

Indo além da tradicional concepção de pós-humano, o autor Fábio Fernandes investiga outras facetas dessa condição tecnologicamente evoluída, deixando de lado os implantes físicos e se voltando a linguagem e a comunicação dentro do imaginário da ficção especulativa. Para isso, ele utiliza de exemplo os livros Embassytown (2011), de China Miéville, e Emissaries From The Dead (2008), de Adam-Troy Castro.

O artigo escrito para a Revista Z Cultural é, além de estudo sobre a comunicação, um belo olhar sobre a ficção especulativa contemporânea. A facilidade com que o autor mescla os temas, se dá pela sua formação e atuação profissional. Graduado em Comunicação (Faculdades Integradas Hélio Alonso), mestrado e doutorado em Comunicação e Semiótica (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e pós-doutorado na ECA-USP, Fábio também é escritor, tradutor, professor e pesquisador. Vale destacar sua contribuição como tradutor, sendo responsável pelas obras de William Gibson, Neal Stephenson, Philip K. Dick e muitos outros.

http://revistazcultural.pacc.ufrj.br/novos-mapas-da-pos-humanidade-a-ideia-de-personalidades-ciberneticamente-compartilhadas-em-emissaries-from-the-dead-e-embassytown/

Blade Runner Sketchbook

Publicado pela Blue Dolphin Enterprises em 1982, o livro de esboços do aclamado Blade Runner, se encontra disponível online. Ele se tornou uma raridade, pois há anos se encontra fora de tiragem. Como o filme veio a se tornar um clássico do cinema de ficção, ele virou item de colecionador. Em uma pesquisa pela Amazon e AbeBooks, por exemplo, é possível encontrá-lo entre valores de U$ 300,00 a U$ 1.500,00 dólares, além da quantidade de exemplares ofertados, ser pequena.

Um livro como esse, raro e de preço tão elevado, estar disponível na internet, é uma grande oportunidade aos fãs da obra, que não teriam acesso a ela por outra maneira. O seu conteúdo é fascinante, principalmente aos entusiastas de design e ilustrações temáticas. Há esboços de variados objetos e cenários do filme, sendo introduzidos por uma breve explicação de seu conceito como parte daquele universo, como exemplo, a máquina Voight-Kampff (que detecta replicantes), os veículos e a Magnum .357 de Deckard.

A arte é assinada por Syd Mead, Mentor Huebner, Charles Knode, Michael Kaplan e Ridley Scott. Para quem não sabe, o famoso diretor Ridley Scott, também é ilustrador. Reuni alguns links com o material completo online, não estranhe se demorar para carregar, pois são mais de 90 páginas:

http://goonies1632.free.fr/bftp/Blade%20Runner%20Sketchbook.pdf

https://issuu.com/futurenoir/docs/bladerunner_sketchbook

http://imgur.com/a/rrDkL