Heineken: The Wall – Uma propaganda cyberpunk

Assim como em outras propagandas abordadas aqui no blog, a Heineken, patrocinadora da UEFA Champions League, produziu em 2017 uma série de comerciais para a televisão, entre eles está The Wall, estrelado pelo brasileiro Ronaldinho Gaúcho.

Em um futuro altamente tecnológico, o craque aparece fugindo das autoridades para, ao final, reencenar um marcante gol em sua carreira (Barcelona e Werder Bremen, na temporada 2005/2006). A ambientação e efeitos especiais não ficam devendo nada para grandes e recentes produções, como Ghost In The Shell (2017) e O Vingador do Futuro (2012). Assista ao comercial:

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#Jogo: Cyberpunk 2050

O jogo promete uma aventura cyberpunk, mas não é exatamente isso o que ele entrega. Cyberpunk 2050 está mais para um “ode” à nostalgia oitentista. O uso das cores, ambientação urbana e noturna e da bela trilha sonora Synthwave agraciam a estética da década de 80, mas não o torna em uma experiência de ficção científica.

Desenvolvido pela Solar-Games e também anunciado pelo nome de Volterra, Cyberpunk 2050 parece ser uma versão Beta e pode ser adquirido gratuitamente para Android. Na verdade, o jogo parece ter sido reaproveitado de outro projeto da empresa, o Tron Race, mas que aparentemente ainda não está disponível.

Não me entendam mal, o jogo não é ruim, mas lhe faltam objetivos, pois só há uma coisa a ser feita: assaltar bancos. Estranhamente, para um jogo tão básico, não há propagandas nem formas de prender o jogador a compras de crédito com dinheiro real. Porém não há o que se fazer além de roubar bancos. Basta você aparecer em frente a um, jogar as sacolas dentro do seu veículo e dar fuga! Há itens e upgrades para ajudá-lo a escapar da polícia, mas, com sinceridade, metade deles não tem uma eficiência alguma.

A jogabilidade é o pior aspecto. Apesar dos comandos serem simples e intuitivos, eles não tornam a experiência do jogo em algo convincente, pois o veículo está sempre preso a uma rota até o próximo comando. Não é possível controlar sua velocidade nem ficar parado por vontade própria. Outro problema é que também não é possível passar em frente a um banco sem  roubá-lo. Há motos policiais que não fazem diferença alguma durante a perseguição, pois elas se destroem a qualquer contato, independente da quantidade de vezes com que você se choca com elas. Ou seja, não há um sistema de dano.

A trilha sonora merece destaque. Apesar de conter poucas músicas, elas se encaixam brilhantemente na atmosfera do jogo. É possível se divertir por algumas horas enquanto não acabam os upgrades, mas a repetição do cenário e falta de objetivos vão acabar por desanimá-lo.

Onde adquirir:

Google Play (Android): https://play.google.com/store/apps/details?id=net.solargames.volterra2

Trailer:

Os Dias Da Peste

Sinopse:
A história se passa em um Rio de Janeiro sombrio e cyberpunk e narra a história de Artur Mattos, um técnico em computadores e professor universitário que ganha a vida percorrendo empresas cujos donos estão desesperados com as panes de suas máquinas. Mostrando a vida solitária e ambígua de Artur, o livro tenta provocar a questão – Será que devemos temer e impedir a inteligência artificial por causa do efeito nocivo de suas tecnologias?

7857028._UY630_SR1200,630_ Continuar lendo

#Jogo: Into Mirror

Desenvolvido pela chinesa Lemon Jam Studio e disponível gratuitamente desde 2016 para Android e iOS, Into Mirror é um jogo de plataforma com um belo cenário cyberpunk.

O enredo segue a linha investigativa de uma equipe especial em uma missão dentro do Mirror, um mundo virtual do qual a humanidade se encontra amplamente dependente. A história se passa no ano de 2076 (não acredito em coincidências, há grandes chances aqui de uma escolha de data guiada pelo tão aguardado Cyberpunk 2077), onde a corporação Mirror se tornou a grande potência mundial em realidade virtual. Mas quando uma garota é sequestrada, causando aquilo que é conhecido como “bug”, ela é impedida de se deslogar. Assim começa a busca de nosso protagonista Allen e sua parceira, Kate, que irão encontrar desafios com as autoridades que parecem querer impedir a investigação.

Apesar do enredo trabalhar com uma proposta bastante cyberpunk, o jogo em si acaba se concentrando somente numa típica aventura de plataforma. Não há muito o que fazer além de correr, pular e atacar. Mas o cenário e itens que compõem as interações do personagem com o mundo de Into Mirror, acabam compensando esse lado.

Há letreiros em kanji e neon por toda parte, grandes prédios e uma predominância de cores frias, que lembram bastante o ambiente de Tron: o Legado (2010). Os inimigos alternam entre o que me pareceram punks e unidades policiais robóticas de formas humanoides, animais e drones. Entretanto, nem todos oferecem muita dificuldade, o que pode tornar o jogo fácil para quem fizer uso de bons itens. Como em todo jogo de plataforma, dá para explorar alguns bugs para ganhar um pouco de vantagem.

O tempo todo parecemos estar numa metrópole durante a noite, o que me fez pensar: o que há de diferente entre o mundo real e o virtual de Into Mirror? Não dá para ter certeza, pois o jogo se passa inteiramente no mundo virtual, não há interação com o mundo externo e, o mais próximo de uma ação relativa a cibernética, é quando você precisa destruir algum terminal. Ou seja, o jogo poderia se passar nas ruas de uma metrópole de verdade. Mas, talvez, isso mude algum dia, caso o estúdio resolva acrescentar atualizações, como fica sugerido após os créditos finais. Confesso que seria bom, pois (ALERTA DE SPOILER) a garota sequestrada sequer aparece no jogo!

Apesar do protagonista conseguir diferentes upgrades, as alterações em suas roupas/armaduras não são visíveis, pois apenas o formato de suas armas se modificam. Como na maioria dos jogos gratuitos, somos invadidos por anúncios. Em Into Mirror não é diferente. O problema mesmo é quando o jogo pausa para pedir ao usuário realizar login no Google Play Games sempre que encontra um item ou passa de nível. Ao menos, é possível obter créditos assistindo propagandas durante o jogo, facilitando a compra de novos itens.

Talvez, o maior problema seja a diferença entre os níveis de volume (que não podem ser ajustados) dos altos efeitos sonoros (FX) e da baixa música de fundo, pois isso tira um pouco da emoção. A única ressalva é no último nível, onde a trilha sonora pode lembrar bons animes cyberpunks de outrora.

Pode não ser um jogo inesquecível, mas proporciona uma boa diversão por algum tempo, além, é claro, de contemplar uma bela ambientação cyberpunk repleta de ação.

Onde adquirir:
Google Play (Android): https://play.google.com/store/apps/details?id=com.lemonjam.intomirror&hl=pt_BR
App Store (iOS): https://itunes.apple.com/br/app/into-mirror/id1072600030?mt=8

Trailer:

#Curta: Perspective

Com um título muito bem pensado – e não digo isso apenas pelo uso da câmera -, Perspective (2011) é uma curta-metragem dirigida por Mehmet Can Kocak, que também aparece em cena.

Como um tributo declarado ao cyberpunk, Perspective conta com a presença de elementos comum ao subgênero, como: o deck, a conexão neural e o ciberespaço. A trama é simples, um usuário em busca de diversão sexual em realidade virtual. O final faz uma referência as origens do termo bug na eletrônica.

A trilha sonora segue a tendência retrô da synthwave, como a maioria dos produtos culturais que tem usado a visão oitentista para compor uma atmosfera cyberpunk.

Ou assista pelo Vimeo:

Terra Incognita

Dentre tantos canais de resenhas no YouTube, o Terra Incognita tem um diferencial: análise de livros de ficção científica ainda não publicados no Brasil. Só por isso, o canal já merece uma conferida.

Criado pelo autor, tradutor e pesquisador literário Fábio Fernandes, o canal é uma ótima fonte de informação para se conhecer algo que nós (leitores sem domínio da língua inglesa) perdemos sobre publicações estrangeiras. Mas fiquem avisados: Fábio é um homem de opiniões fortes e o canal não tem periodicidade definida.

Terra Incognita:
https://www.youtube.com/c/TerraIncognitaBooksNStuff

Deixo em destaques dois vídeos que abordam o movimento cyberpunk. O primeiro é sobre a coletânea Mirrorshades (1986), que continua sem publicação no Brasil.

O segundo é sobre um bate papo muito questionador sobre o que foi e o que é o cyberpunk. Acho as questões abordadas nesse vídeo essenciais para quem procura escrever algo dentro do gênero, ou discutir novos conteúdos e obras.

#HQ: Cyberpunk

Sinopse:
Em um futuro próximo, uma bactéria comedora de carne assolou a humanidade, criando a oportunidade para que a corporação Re-ox se tornasse uma gigante das próteses e implantes cibernéticos. Um garoto de 17 anos, Izidore, membro da gangue Cyberpunk é sequestrado e após conseguir escapar, se reúne com seus amigos para voltar ao cativeiro e atender a um importante pedido de resgate.

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#Curta: Sync

A cada 15 segundos, um computador, rede ou dispositivo móvel é pirateado por ciberterroristas. Para combater esse problema, a Syntek Industries fabricou entregadores de dados projetados a partir de avançadas máquinas robóticas. Esses entregadores são conhecidos como SYNCS. Os Syncs estão programados para fornecer pacotes de dados de forma segura sem interrupção.

A proposta de Sycn não é inovadora. Na verdade, é bem parecida com Johnny Mnemonic (1995). Trocam-se alguns detalhes aqui e ali, mas o entregador de dados sigilosos está lá.

Dirigida por Hasraf ‘Haz’ Dulull, muito conhecido por seus efeitos visuais, a curta foi custeada por um crowdfunding no Indiegogo e lançada em 2014. A produção é consideravelmente boa, deixando a desejar apenas em alguns detalhes. Os mais notáveis, são: a tremulação da câmera em momentos que não temos exatamente uma cena de ação, ou que exigisse tal recurso. O tiroteio artificial, que parece ter sido o maior desafio da direção. E o ator no papel de investigador que não tem uma atuação proporcional a importância de seu personagem.

A trilha sonora confirma a tendência de um estilo eletrônico que vem sendo adotado na FC, iniciado pelo Daft Punk em Tron: O Legado (2010), uma pena ela ser tão breve.

Também é possível assistir ao Making Off da produção pelo Vimeo.