Construindo o Cyberpunk – Parte I

Há como chegarmos numa realidade cyberpunk? Para tentar responder essa pergunta, contarei com uma série de posts no Cyber Cultura, que explorem a transformação do nosso presente para essa possível realidade.

Para começar é necessário analisar algumas características básicas do cyberpunk, que é muito específico em algumas delas: o high tech, o low life, as corporações, etc. Então, compará-las com as presentes em nosso tempo.

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Dos livros para as telas: Johnny Mnemonic

A Revista Desenredo, do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade de Passo Fundo, publicou em 2014, o artigo “O cyberpunk: dos livros para as telas. Uma análise do filme Johnny Mnemonic – O ciborgue do futuro”. Um texto que acompanha a evolução do cyberpunk e suas representações pós-modernas, ciberculturais e uma análise do filme Johnny Mnemonic (já postado aqui no Cyber Cultura).

Os autores do artigo, são: Edgar Roberto Kirchof, graduado em Letras, mestrado em Ciências da Comunicação e doutorado em Lingüística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. E Alessandra da Rosa Trindade Camilo, graduada em Letras Inglês e Literaturas, e mestre em Educação e Estudos Culturais pela Universidade Luterana do Brasil.

O artigo é um ótimo complemento para quem já assistiu ao filme, analisando profundamente seu caráter cultural e colocando em cheque a questão tecnológica. Para ler ou baixar o artigo, basta acessar o link:

http://www.upf.br/seer/index.php/rd/article/view/4159/3092

Johnny Mnemonic (1995)

Johnny Mnemonic é o filme que me iniciou na cultura cyberpunk. Por isso acho justo ser o primeiro a receber uma análise no Cyber Cultura.

Sinopse:
Em 2021, o mundo inteiro está conectado através de uma gigantesca Internet. Metade da população é afetada pela SAN, uma espécie de AIDS do século XXI, uma alergia fatal às ondas eletromagnéticas. No entanto, um mensageiro cibernético (Keanu Reeves) é contratado para transportar 320 gigabytes que contêm a cura para este mal em um chip implantado no seu cérebro. Entretanto, seu cérebro está saturado e um grupo planeja impedi-lo de levar esta informação. Deste modo, ele tem apenas um dia para salvar a si e ao mundo.

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Representações artísticas de Neuromancer

Muitos livros de ficção científica, se não todos, descrevem ideias de novas tecnologias, comportamento social, ferramentas e dispositivos, veículos, arquitetura, as vezes até mesmo vestuários. Seja de um futuro próximo ou longínquo, essas descrições fazem parte da ambientação da trama. Elas são importantes para referenciar e identificar os locais onde os personagens se desenvolvem.

Diversas vezes encontramos trabalhos de fãs que fazem a representação dessas descrições literárias, em forma de ilustrações. No caso de Neuromancer, existem diversas representações de seus personagens e cenários espalhados pela web. O designer Marcel Van Vuuren, apresentou em algumas de seus ilustrações, interessantes cenários de Neuromancer, como as Freeside Capsules.