Dossiê whitewashing: Ghost In The Shell

Passado mais de uma mês após a estreia da adaptação americana de Ghost In The Shell, o calor da discussão finalmente abaixou. Mas afinal, foi ou não foi whitewashing?

Por definição, whitewashing é uma prática da indústria cinematográfica em que atores brancos são escalados para papéis racialmente diferentes ou de etnia estrangeira. O cinema americano realiza isso há tempos e essa lista da Wikipedia pode dar uma ideia de quão comum isso é:

https://en.wikipedia.org/wiki/Whitewashing_in_film#List_of_films

Durante a produção de Ghost In The Shell, muito se especulou sobre o “embranquecimento” de Motoko Kusanagi. Houve até um boato sobre alterar digitalmente o rosto de Scarlett Johansson, para que ela ficasse com traços asiáticos. A desaprovação de parte do público ganhou notoriedade nas redes sociais e uma petição virtual conseguiu reunir mais de 105 mil assinaturas para que a atriz fosse substituída.

Reuni alguns argumentos de ambos lados para expor melhor a situação:

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Hackers (1995)

Lançado em 1995, ano de grande importância (e por que não dizer também mudanças?) para o gênero, Hackers trazia ao cinema uma visão pop da cultura hacker.

Sinopse:
Aos 11 anos, um adolescente conhecido como Zero Cool se torna uma lenda depois de inutilizar 1507 computadores em Wall Street, provocando um caos no mundo financeiro. Proibido de usar um computador até chegar aos 18 anos, ele finalmente retorna sob o codinome Crash Override. Junto de seus novos amigos, ele terá de reunir evidências contra um complô que tenta os incriminar, ao mesmo tempo em que são perseguidos pelo Serviço Secreto.

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Pokémon Cyberpunk – Parte II

Em 2004, era exibido no Japão, o episódio de nº 341 de Pokémon, que já estava em sua 7ª temporada. Ainda que não apresente tantos elementos cyberpunks quanto os descritos na Parte I, o episódio Gulpin it Down! (The Great Gokulin Repelling Strategy!!) tem bastante influência da ficção científica japonesa.

No Brasil, o título foi traduzido simplesmente como “Os Gulpins”. E nele, acompanhamos a jornada de Ash e seus amigos, que se deparam com uma horda de Pokémons que ameaçam consumir todos os suprimentos da cidade.

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Ash e seus amigos observando o raio de partículas subatômicas em ação.

Para combater a invasão de Gulpins, o Professor Jacuzzi utiliza de uma isca presa a uma espécie de drone para desviar a rota dos Pokémons, mas isso acaba não sendo suficiente. Então, após um pouco de batalha, Jacuzzi retorna com mais uma surpresa. É aí que entra a ficção científica!

Armado com alta tecnologia, ele emite um raio de partículas subatômicas, capaz de absorver a matéria e utilizar dos poderes dos Gulpins, para armazená-los virtualmente e em seguida, arremessá-los por um canhão à velocidade de Mach 3 (3704,4 km/h).

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Por mais que seja absurdo, é um uso eficiente da tecnologia, pois aproveita dos movimentos do Pokémon para realizar todo o trabalho. Mas algo dá errado quando as partículas reagem de forma inesperada, tornando dois Pokémons em seres gigantes, em clara homenagem ao cinema japonês! Então, aquela cena que todos conhecemos de nossas infâncias, é realizada em meio aos prédios da cidade.

Em sintonia com nosso tempo, nada mais cyberpunk do que usar de tecnologias para dispersar multidões. Em Akira (1988), temos uma cena de cerco policial, algo bastante comum para representar opressão a populares, comparem:

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Visualmente, temos o Professor Jacuzzi atuando no centro de comando de seu caminhão. Para essa cena de ação tecnológica, ele coloca um acessório bastante conhecido no cyberpunk: o óculos escuro. Mais uma vez, algo me lembrou de Akira:

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Com uma batalha de Pokémons gigantes, não da para evitar de pensar novamente em Akira… Pois é, são semelhanças demais. Porém, não passa de uma mera coincidência, pois é uma homenagem óbvia a Godzilla. Mesmo que Pokémon provavelmente não satisfaça o público cyberpunk, ele conseguiu fazer uma bela homenagem a ficção científica japonesa.

Outra cena interessante do episódio, onde também cabe uma comparação, é o acompanhamento da movimentação dos Gulpins. Assim como em Ghost In The Shell, temos alguém operando diante de um computador o tempo todo:

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Podcast Jogabilidade: Ghost In The Shell – Stand Alone Complex

A equipe do blog Jogabilidade, produziu em seu podcast JACK (Jogabilidade Anime Club Knights) de número 13, um ótimo bate-papo sobre a primeira temporada do anime Ghost In The Shell: Stand Alone Complex.

Para quem busca se informar sobre os 26 episódios e entender melhor o universo em que ele se passa, vai ficar satisfeito com o podcast, que toca em vários aspectos do anime e da sua produção.

Aviso: contém spoilers.

JACK #13: GHOST IN THE SHELL: SAC

http://jogabilida.de/2016/03/jack-13/

Podcast VortCast: Ghost in the Shell

O site Vortex Cultural apresentou em seu podcast, um episódio dedicado ao anime Ghost in the Shell. Apesar de focar somente nos dois primeiros filmes, expondo as diferenças entre eles, a série e o terceiro filme também são citados durante o programa. Outra informação importante, é a relação feita entre o anime e o mangá que deu origem a franquia. Para conferir, basta acessar o link:

VortCast 19: Ghost In The Shell

http://www.vortexcultural.com.br/podcast/vortcast-19-ghost-in-the-shell/

Uma crítica do filme, também elaborada também pelo Vortex Cultural, pode ser lida pelo link:

http://www.vortexcultural.com.br/cinema/critica-ghost-in-the-shell/

NEUROMÆNCER

Idealizado por Sophie Charlotte Andresen, NEUROMÆNCER é um projeto dedicado a criar ambientações futurísticas. Surgido como um projeto paralelo a seus estudos de direito na Universidade de Zurique, ele acabou se se tornando uma válvula de escape do mundo acadêmico, um lugar onde ela podia se perder num mundo de ficção online criado por si mesma.

Sophie Charlotte Andresen

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