Nova edição da revista de ficção científica gratuita Somnium

A edição de número 113 da Somnium traz um artigo sobre transhumanismo e diversos contos de ficção científica!

Blog do Palhão

Olá, pessoal!

Estou passando para indicar a revista do Clube dos Leitores de Ficção Científica (CLFC), do qual sou membro.

Para baixar gratuitamente a edição 113 da Somnium, clique no link a seguir:

http://clfc.com.br/Somnium113.pdf

E boa leitura!

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Um pouco sobre o projeto Iniciativa 2045 e Transhumanismo pop

Recentemente, as buscas por informações sobre a Iniciativa 2045 aumentaram. Estranhei o fenômeno, afinal meu post sobre o assunto nunca recebeu tanta atenção quanto agora. Mas por quê?

2045

É exatamente o que eu me perguntava, quando me deparei com um vídeo do programa Fantástico sobre o assunto. Ali estava a resposta. Alguns dias antes, o programa Encontro com Fátima Bernardes fez uma apresentação sobre transhumanismo. Incrível! Mas o que foi dito em rede nacional? Caso ainda não tenha visto, deixarei os links para os programas ao final do post.

Apenas para relembrar, o projeto 2045 tem por objetivo criar um avatar que sustentará a cópia da consciência humana, afim de torná-la imortal. Claro que cabem muitos questionamentos quanto a isso, principalmente por se tratar da cópia… Mas antes de qualquer crítica sobre definições de vida e consciência, é necessário enxergar sua contribuição para o desenvolvimento de tecnologias em manutenção da vida. Ou seja, transhumanismo.

E quanto o projeto já avançou? Quem acompanha qualquer bom canal de tecnologia, sabe da quantidade de pesquisas de interfaces neurais que tem por aí. Amputados ou deficientes movendo próteses apenas com o pensamento, já é um grande avanço na qualidade de vida dessas pessoas. Além disso, os estudos neurocientíficos também já começaram, mas compreender o funcionamento do cérebro humano pode ser uma tarefa para décadas de trabalho… Eu diria que o o projeto ainda está longe de onde quer chegar.

Outra proposta notável dessa área, é o famoso transplante de cabeça que será realizado pelo Dr. Canavero, mas que ainda está envolto de mistério e especulações. Além desses, também temos o recente método de edição genética CRISPR/Cas9 e o DNA gerado artificialmente.

Com essa exposição, o transhumanismo ganha espaço na mídia brasileira, uma ótima oportunidade para despertar o interesse sobre sua filosofia. É o momento ideal para propor debates intelectuais a cerca do tema, ele nunca esteve tão pop. Veja nos links abaixo as matérias exibidas em rede nacional:

Iniciativa 2045 – Fanstático:

http://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/bilionario-russo-investe-pesado-para-descobrir-o-segredo-da-imortalidade/5701494/

Transhumanismo e pós humanismo – Encontro com Fátima Bernardes:

https://globoplay.globo.com/v/5690552/

https://globoplay.globo.com/v/5691548/

Construindo o Cyberpunk – Parte III

Inteligências artificiais são elementos frequentes na ficção especulativa, gerando boas discussões sobre as consequências de sua criação. No filme O Exterminador do Futuro (1984), a Skynet tem por objetivo destruir os humanos. Já nos livros de Asimov, a criação das Três Leis da Robótica visa possibilitar a coexistência de humanos e robôs inteligentes.

Para se moldar uma realidade [ainda] mais próxima do cyberpunk, seria necessário que a atual tecnologia desse um avanço em direção a essa área. Pois existe uma diferença entre as já existentes IAs e as imaginadas por diversos autores. Compreender o conceito de IA é fundamental para traçar um paralelo entre elas e encontrar o ingrediente que falta para vislumbrarmos máquinas inteligentes ao ponto de não conseguirmos diferenciá-las de humanos.

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Por definição, vale parafrasear a Wikipédia sobre o que é o campo da IA: “O estudo e projeto de agentes inteligentes, onde um agente inteligente é um sistema que percebe seu ambiente e toma atitudes que maximizam suas chances de sucesso”. Isso permite não limitar a ideia de IA a um nível demasiado sofisticado, a exemplo de nossa própria capacidade intelectual.

Atualmente, há pelo menos três tipos de inteligências artificiais que se destacam pela sua eficiência em realizar tarefas e pelo enorme uso dentro da área de pesquisas acadêmicas. São elas: redes neurais, algoritmos genéticos e lógica fuzzy (difusa).

Em suma, todas são técnicas que visam encontrar a melhor resposta para um determinado sistema. Sua praticidade tem tornado a busca de resultados incrivelmente mais fácil. Isso também ajuda a desenvolver as bases para compor um sistema de escolhas em máquinas futuras, através de modelos que são aperfeiçoados por elas.

Apesar disso, não temos nenhuma inteligência artificial geral, ou GAI (General Artificial Inteligence), que seria o ponto citado lá em cima que nos despertaria para um momento único. Uma inteligência capaz de realizar qualquer tarefa intelectual como um humano, inclusive raciocinar sobre si. A partir desse momento, os questionamentos sobre direitos, definição de vida, consciência e tudo mais, deixariam o mundo das teorias para se confrontar com uma nova realidade.

Dentro desse quadro, é importante lembrar que nosso apego a forma física deverá ser esquecido para tal discussão. Pois o processamento de dados que permitirá esse tipo de inteligência não requer formas, tampouco que sejam humanoides. Isso apenas ocuparia capacidade de processamento para manter-se em equilíbrio, deslocar-se, gesticular, etc…

Seres inteligentes artificiais nos agregariam diariamente com um grande auxílio no ambiente virtual. Assistentes como a Cortana e Google Now já procuram fazer isso, mas não dá para comparar suas limitações diante da sofisticação de Wintermute, do livro Neuromancer (1984). A tendência é que a diferença entre esses dois tipos inteligências diminua nos próximos anos, tudo graças a pesquisas nos mais diversos ramos da IA. Em algum momento, apontam alguns teóricos, que chegaremos a Singularidade Tecnológica, um evento de enorme avanço tecnológico em um curto espaço de tempo. Onde IAs superariam a inteligência humana.

É exatamente aí que mora a dúvida sobre o comportamento de seres mais inteligentes do que nós. Sabemos que seres (animais) com senciência e com algum grau de inteligência, nem sempre são tratados com dignidade, pois nos colocamos como uma espécie superior e transformamos a natureza a nosso bel prazer. Então, numa situação da qual já não podemos nos declarar superiores em relação a seres artificiais, que são capazes de eleger suas próprias escolhas e desprovidos de empatia por nossa espécie, qual tipo de tratamento nos dariam? O resultado é imprevisível e isso é assustador!

O cyberpunk é um ótimo subgênero para explorar a reação artificial, humana e pós-humana diante dum evento de Singularidade Tecnológica. A integração da tecnologia no cotidiano é apenas a ponta de um grande iceberg de um futuro próximo. E além dele, existe outra teoria que nos cabe questionar, a Super Inteligência. Esse termo popularizado por Nick Bostrom (filósofo da Universidade de Oxford, cuja obra sobre o tema entrou para lista de best sellers do New York Times em 2014), tenta nos dar uma visão de uma inteligência tão exponencialmente maior do que a nossa, que trataria de conceitos que somos incapazes de compreender. Uma ilustração comum dentro desse tema, é a comparação de nosso intelecto com o de um inseto. É impossível que ele entenda nossa comunicação e ciências, assim como nos será impossível compreender os avançados conhecimentos de uma Super Inteligência.

Talvez, um desafio para os transhumanistas será justamente equiparar essa evolução, permitindo melhorar nossas capacidades através de muita neurociência e tecnologias de armazenamento e processamento de dados integradas a nossa biologia.

Voltando ao cyberpunk, é provável que não demore muito tempo para alcançarmos o degrau que tem nos separado das IAs de suas tramas. As atuais são boas ferramentas e estão sendo usadas em baixo de nossos narizes (se você duvida, ouça os podcasts que indicarei no próximo post). As abordagens tecnológicas do cyberpunk e outros gêneros da FC, nos fazem refletir sobre nosso presente e futuro, discutindo possibilidades e nos preparando para lidar com essas situações.

#Curta: Human Revolution + Making Off

Escrito, produzido e dirigido por Moe Charif, que também atuou como protagonista, Human Revolution é uma curta metragem muito especial, pois retrata o universo de um dos mais famosos jogos de temática cyberpunk de todos os tempos, Deus Ex: Human Revolution.

Para retratar o futuro tecnológico do jogo, a produção apostou largamente no uso de efeitos especiais de computação gráfica. Assim, a ambientação ficou bastante convincente, tal como a trilha sonora que combina perfeitamente com a original. A atuação, talvez, seja o único ponto fraco, pois os personagens secundários evidenciam seu amadorismo em suas expressões.

Em seus poucos minutos de duração, acompanhamos Adam Jensen na tentativa de resgatar sua ex namorada, Megan Reed, com direito a muita ação, poderosas próteses de combate e implantes tecnológicos.

Também foi gravado um making off da produção:

Novos mapas da Pós-Humanidade: a ideia de personalidades ciberneticamente compartilhadas em Emissaries From The Dead e Embassytown

Indo além da tradicional concepção de pós-humano, o autor Fábio Fernandes investiga outras facetas dessa condição tecnologicamente evoluída, deixando de lado os implantes físicos e se voltando a linguagem e a comunicação dentro do imaginário da ficção especulativa. Para isso, ele utiliza de exemplo os livros Embassytown (2011), de China Miéville, e Emissaries From The Dead (2008), de Adam-Troy Castro.

O artigo escrito para a Revista Z Cultural é, além de estudo sobre a comunicação, um belo olhar sobre a ficção especulativa contemporânea. A facilidade com que o autor mescla os temas, se dá pela sua formação e atuação profissional. Graduado em Comunicação (Faculdades Integradas Hélio Alonso), mestrado e doutorado em Comunicação e Semiótica (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e pós-doutorado na ECA-USP, Fábio também é escritor, tradutor, professor e pesquisador. Vale destacar sua contribuição como tradutor, sendo responsável pelas obras de William Gibson, Neal Stephenson, Philip K. Dick e muitos outros.

http://revistazcultural.pacc.ufrj.br/novos-mapas-da-pos-humanidade-a-ideia-de-personalidades-ciberneticamente-compartilhadas-em-emissaries-from-the-dead-e-embassytown/

Top 10 motivos para NÃO temermos a Singularidade

O blog Singularity Weblog enumerou as 10 mais importantes razões para não temermos a singularidade tecnológica. Resumidamente, são elas:

  1. Imortalidade;
  2. Liberdade;
  3. Utopia;
  4. Pós-escassez, Abundância, Paz e Prosperidade;
  5. Sustentabilidade ambiental;
  6. O fim do capitalismo e da alienação do Trabalho;
  7. Espaço e tempo de viagem;
  8. Preservação histórica;
  9. Computronium e Cérebro de Matrioshka;
  10. Aceitar mudanças.

Para compreender a importância de cada uma dessas razões em um futuro onde a tecnologia avançou a ponto de a inteligência artificial superar a nossa, basta acessar um dos link abaixo:

Em inglês:
https://www.singularityweblog.com/top-10-reasons-we-should-not-fear-the-singularity-infographic/

Traduzido pelo Google Tradutor:
https://translate.google.com.br/translate?sl=en&tl=pt&js=y&prev=_t&hl=pt-BR&ie=UTF-8&u=https%3A%2F%2Fwww.singularityweblog.com%2Ftop-10-reasons-we-should-not-fear-the-singularity%2F&edit-text=&act=url

Mapa para a imortalidade: Maria Konovalenko WordPress

Maria Konovalenko é uma ativista transhumanista dedicada a causa da imortalidade. Ela também é formada em biofísica molecular pela Moscow Institute of Physics and Technology. Em seu WordPress, ela trás notícias e novidades sobre longevidade, medicina regenerativa, transhumanismo, formas de prolongação de vida, etc.

Um interessante post em seu WordPress, demonstra as várias maneiras de se chegar a imortalidade. Cada uma trás um passo a passo de acordo de como se chegar lá, entre elas: criogenia, nano medicina, engenharia genética, medicina regenerativa, etc.

Maria Konovalenko.

WordPress: https://mariakonovalenko.wordpress.com/

Mapa para a imortalidade:
https://mariakonovalenko.files.wordpress.com/2013/01/roadmap_immortality_eng.pdf
(ajuste o zoom do navegador para melhor visualização)

Algumas dessas maneiras foram ilustradas:

Continuar lendo

Humanity+

A Humanity+ é uma organização educacional não lucrativa, assim como o Extropy Institute. Fundada em 1998 com o nome de World Transhumanist Association (WTA). Lançaram em 2006, um programa de atividades: uma campanha para modificar as leis nacionais e internacionais de direitos humanos, envolvendo diversas áreas. Em 2008, a WTA muda de nome e passa a se chamar Humanity+.

Ela tem como objetivo incentivar a discussão e conscientização sobre tecnologias emergentes; defender os direitos individuais em sociedades democráticas sobre a expansão das capacidades humanas; antecipar e propor soluções para os problemas futuros que envolvam novas tecnologias e incentivar a produção de tecnologias que se mostrem benéficas.

É possível obter mais informações, acompanhar os projetos (até mesmo se voluntariar para participar deles), ter acesso a publicações, a filosofia por trás da ideologia transhumanista, acompanhar as novidades, se inscrever na organização, entre outras coisas, através de seu site (em inglês, é claro).

http://humanityplus.org/

Em 2008, a Humanity+ iniciou a publicação de uma revista, a H+ Magazine. A partir de 2010, suas edições passaram a ser lançadas apenas na Web. Todo o conteúdo da H+ Magazine pode ser acompanhado online e suas versões impressas estão disponíveis gratuitamente em formato pdf no site:

http://hplusmagazine.com/

http://hplusmagazine.com/magazine/