#Curta: Archetype

A maioria das curtas de ficção científica que assisto não passam do clássico embate Homem Vs Máquina. Archetype consegue ir um pouco além. Após a cena inicial, somos surpreendidos com um homem interrogando uma unidade robótica de combate. É de se estranhar uma cena dessas, afinal bastaria checar a programação do robô, ao invés de tratá-lo como um humano em uma sala, sentado numa cadeira enquanto esclarece os fatos.

Quando é revelado que o interrogatório se trata de uma simulação virtual, a curta já caminha para o seu desfecho, explicando o porque da humanização da unidade de combate.

O diretor, Aaron Sims, mais conhecido por sua arte conceitual, é outro caso de um profissional já inserido no meio cinematográfico hollywoodiano, tentando produzir suas próprias ideias. Seu nome está creditado em tantas produções famosas, que seu IMDB fala por si. Por isso, não é de se espantar que os direitos da obra foram comprados pela Fox Studios. Entretanto, desde 2012 o projeto parece estar engavetado…

As atuações e os efeitos especiais são convincentes. Recomendo assistir aos créditos finais em tela cheia, pois diversas ilustrações e animações são exibidas, nos fazendo imaginar mais daquele mundo sombrio que não apareceu nas filmagens.

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#Ilustração/Fotografia: Hidrico Rubens

Misturando arte digital com fotografias, o espanhol Hidrico Rubens trabalha com temas fantásticos em sua produção bastante voltada ao cosplay. Sua capacidade de ambientar suas obras é incrível, vale a pena acompanhar esse artista.

ArtStation: https://www.artstation.com/artist/hidrico

DeviantArt: http://hidrico.deviantart.com/

Instagram: https://www.instagram.com/hidricorubens/

Facebook: https://www.facebook.com/hidricophotography/

Burning Chrome

Mass Effect 3

Ficção Científica Brasileira

Criado especialmente para falar sobre a FC nacional, o blog Ficção Científica Brasileira é o resultado de uma colaboração de resenhistas, autores e editores que antes de mais nada, são amantes do gênero e reconhecem o valor da produção feita por nossos artistas.

Para os amantes de FC, é um canal essencial de informações. Vale a pena acompanhar as resenhas e opiniões.

https://ficcaocientificabrasileira.wordpress.com/

#Curta: Loom

Escrito e dirigido por Luke Scott, filho de Ridley Scott, Loom nos apresenta um futuro onde a biotecnologia é explorada ao ponto de existirem direitos de uso do código genético, fato questionado pelo técnico de laboratório Tommy, interpretado por Giovanni Ribisi – O Resgate do Soldado Ryan (1998), Avatar (2009) e muitos outros.

A curta foi realizada para testar os limites de uma tecnologia que ainda era pouco usada em 2012, o 4k. Por isso, me surpreendi com a qualidade entregue de outros fatores, como: direção, atuação, fotografia e trilha sonora. Apenas não apreciei alguns dos efeitos sonoros, que ficaram exagerados.

A ampla gama de cores testadas nos cenários, dão um clima bem único a curta metragem, que também consegue entregar detalhes bem nítidos em ambientações escuras. Muitos compararam a obra com Blade Runner, principalmente pelo aspecto distópico. A trama questiona o tecnocorporativismo e encerra com uma citação de Origem das Espécies, de Charles Darwin.

Por fim, vale dizer que Luke dirigiu um longa, Morgan (2016), que mistura os gêneros horror e sci-fi. O filme teve seu trailer feito pelo computador IBM Watson, após a análise de centenas de trailers do gênero com as técnicas de aprendizado de máquina (learning machine). Luke parece seguir os passos do pai, o que pode ser um bom sinal para os fãs de ficção especulativa.

Como a resolução em 4k e 3D somente foram exibidas nos cinemas, temos de nos contentar com o 720p HD:

Podcast Braincast: Por que rejeitamos ficção científica brasileira?

Quem se interessa por ficção científica já se deparou com esse tema em algum momento. A discussão é ampla, existem muitos fatores para serem levados em consideração em cada tipo de produção artística nacional. O estopim para esse debate foi a recente estreia do seriado 3%, a primeira produção nacional do gênero fantástico no Netflix.

A equipe do Braincast realizou uma abordagem tão grande quanto o assunto merecia, debatendo desde a quantidade de produções, a qualidade, o momento histórico e as influências culturais, tanto nos livros quanto nos filmes. Também comparam a formação de um grande mercado nacional de novelas e temas recorrentes a nossa cultura de apelo realista no cinema, descrevendo as dificuldades dos atores em se encaixar em padrões diferentes dos quais estão acostumados e a linguagem utilizada para compor cada um desses padrões.

Pode-se afirmar que o podcast apresenta um dos debates mais importantes da nossa era como consumidores, produtores e críticos de arte. Já está na hora de levar essa conversa para além das fronteiras dos preconceitos e esteriótipos.

Braincast 216 – Por que rejeitamos ficção científica brasileira?

Podcast Jogabilidade: Ghost In The Shell – Stand Alone Complex

A equipe do blog Jogabilidade, produziu em seu podcast JACK (Jogabilidade Anime Club Knights) de número 13, um ótimo bate-papo sobre a primeira temporada do anime Ghost In The Shell: Stand Alone Complex.

Para quem busca se informar sobre os 26 episódios e entender melhor o universo em que ele se passa, vai ficar satisfeito com o podcast, que toca em vários aspectos do anime e da sua produção.

Aviso: contém spoilers.

JACK #13: GHOST IN THE SHELL: SAC

http://jogabilida.de/2016/03/jack-13/

#Curta: The Sentient

Lançada em 2011, escrita, dirigida e produzida por Gabriel Scott, The Sentient é uma curta metragem de ficção científica, que foi produzida com o intuito de se transformar em um filme. O enredo gira em torno de duas mulheres, cuja ligação é revelada após um flashback. Então, a história ganha um pouco de ação, até que em seu fim, surge uma revelação sobre a personagem principal.

Não há como não comparar a curta metragem com o primeiro filme de Matrix. A fotografia digital é claramente inspirada na cena do Deja Vu, que culmina com a captura de Morpheus. O chão de azulejos brancos e pretos, as paredes velhas e uma equipe policial subindo as escadas; só faltou a ambientação em tons de verde. Em seguida a cena de perseguição no telhado, lembrando a abertura do filme com a fuga de Trinity. Mas o que mais me chamou a atenção, foi o plágio musical da trilha sonora. Durante algumas cenas e nos créditos finais, fica perceptível a inspiração vinda da trilha sonora de Matrix, da música Clubbed To Death, de Rob Dougan.

Os efeitos especiais são singelos, mas não atrapalham em nada a atenção da trama. O maior problema, talvez, tenha sido a relação de afetividade forçada entre as duas personagens apresentadas logo no início.

Blade Runner Sketchbook

Publicado pela Blue Dolphin Enterprises em 1982, o livro de esboços do aclamado Blade Runner, se encontra disponível online. Ele se tornou uma raridade, pois há anos se encontra fora de tiragem. Como o filme veio a se tornar um clássico do cinema de ficção, ele virou item de colecionador. Em uma pesquisa pela Amazon e AbeBooks, por exemplo, é possível encontrá-lo entre valores de U$ 300,00 a U$ 1.500,00 dólares, além da quantidade de exemplares ofertados, ser pequena.

Um livro como esse, raro e de preço tão elevado, estar disponível na internet, é uma grande oportunidade aos fãs da obra, que não teriam acesso a ela por outra maneira. O seu conteúdo é fascinante, principalmente aos entusiastas de design e ilustrações temáticas. Há esboços de variados objetos e cenários do filme, sendo introduzidos por uma breve explicação de seu conceito como parte daquele universo, como exemplo, a máquina Voight-Kampff (que detecta replicantes), os veículos e a Magnum .357 de Deckard.

A arte é assinada por Syd Mead, Mentor Huebner, Charles Knode, Michael Kaplan e Ridley Scott. Para quem não sabe, o famoso diretor Ridley Scott, também é ilustrador. Reuni alguns links com o material completo online, não estranhe se demorar para carregar, pois são mais de 90 páginas:

http://goonies1632.free.fr/bftp/Blade%20Runner%20Sketchbook.pdf

https://issuu.com/futurenoir/docs/bladerunner_sketchbook

http://imgur.com/a/rrDkL