#Jogo: Into Mirror

Desenvolvido pela chinesa Lemon Jam Studio e disponível gratuitamente desde 2016 para Android e iOS, Into Mirror é um jogo de plataforma com um belo cenário cyberpunk.

O enredo segue a linha investigativa de uma equipe especial em uma missão dentro do Mirror, um mundo virtual do qual a humanidade se encontra amplamente dependente. A história se passa no ano de 2076 (não acredito em coincidências, há grandes chances aqui de uma escolha de data guiada pelo tão aguardado Cyberpunk 2077), onde a corporação Mirror se tornou a grande potência mundial em realidade virtual. Mas quando uma garota é sequestrada, causando aquilo que é conhecido como “bug”, ela é impedida de se deslogar. Assim começa a busca de nosso protagonista Allen e sua parceira, Kate, que irão encontrar desafios com as autoridades que parecem querer impedir a investigação.

Apesar do enredo trabalhar com uma proposta bastante cyberpunk, o jogo em si acaba se concentrando somente numa típica aventura de plataforma. Não há muito o que fazer além de correr, pular e atacar. Mas o cenário e itens que compõem as interações do personagem com o mundo de Into Mirror, acabam compensando esse lado.

Há letreiros em kanji e neon por toda parte, grandes prédios e uma predominância de cores frias, que lembram bastante o ambiente de Tron: o Legado (2010). Os inimigos alternam entre o que me pareceram punks e unidades policiais robóticas de formas humanoides, animais e drones. Entretanto, nem todos oferecem muita dificuldade, o que pode tornar o jogo fácil para quem fizer uso de bons itens. Como em todo jogo de plataforma, dá para explorar alguns bugs para ganhar um pouco de vantagem.

O tempo todo parecemos estar numa metrópole durante a noite, o que me fez pensar: o que há de diferente entre o mundo real e o virtual de Into Mirror? Não dá para ter certeza, pois o jogo se passa inteiramente no mundo virtual, não há interação com o mundo externo e, o mais próximo de uma ação relativa a cibernética, é quando você precisa destruir algum terminal. Ou seja, o jogo poderia se passar nas ruas de uma metrópole de verdade. Mas, talvez, isso mude algum dia, caso o estúdio resolva acrescentar atualizações, como fica sugerido após os créditos finais. Confesso que seria bom, pois (ALERTA DE SPOILER) a garota sequestrada sequer aparece no jogo!

Apesar do protagonista conseguir diferentes upgrades, as alterações em suas roupas/armaduras não são visíveis, pois apenas o formato de suas armas se modificam. Como na maioria dos jogos gratuitos, somos invadidos por anúncios. Em Into Mirror não é diferente. O problema mesmo é quando o jogo pausa para pedir ao usuário realizar login no Google Play Games sempre que encontra um item ou passa de nível. Ao menos, é possível obter créditos assistindo propagandas durante o jogo, facilitando a compra de novos itens.

Talvez, o maior problema seja a diferença entre os níveis de volume (que não podem ser ajustados) dos altos efeitos sonoros (FX) e da baixa música de fundo, pois isso tira um pouco da emoção. A única ressalva é no último nível, onde a trilha sonora pode lembrar bons animes cyberpunks de outrora.

Pode não ser um jogo inesquecível, mas proporciona uma boa diversão por algum tempo, além, é claro, de contemplar uma bela ambientação cyberpunk repleta de ação.

Onde adquirir:
Google Play (Android): https://play.google.com/store/apps/details?id=com.lemonjam.intomirror&hl=pt_BR
App Store (iOS): https://itunes.apple.com/br/app/into-mirror/id1072600030?mt=8

Trailer:

Anúncios

#Curta: Human Revolution + Making Off

Escrito, produzido e dirigido por Moe Charif, que também atuou como protagonista, Human Revolution é uma curta metragem muito especial, pois retrata o universo de um dos mais famosos jogos de temática cyberpunk de todos os tempos, Deus Ex: Human Revolution.

Para retratar o futuro tecnológico do jogo, a produção apostou largamente no uso de efeitos especiais de computação gráfica. Assim, a ambientação ficou bastante convincente, tal como a trilha sonora que combina perfeitamente com a original. A atuação, talvez, seja o único ponto fraco, pois os personagens secundários evidenciam seu amadorismo em suas expressões.

Em seus poucos minutos de duração, acompanhamos Adam Jensen na tentativa de resgatar sua ex namorada, Megan Reed, com direito a muita ação, poderosas próteses de combate e implantes tecnológicos.

Também foi gravado um making off da produção:

Vestindo Cyberpunk

Que tal vestir a sua personagem cyberpunk? Os jogos de vestir (dress up games) da Rinmaru Games oferece a possibilidade de escolher o cyberpunk entre as diversas temáticas para a composição do figurino. O site oferece ampla variedade para a personalização de roupas, acessórios, sapatos e cabelos. Apesar de ser direcionado ao público feminino infantil, nada impede a homens e mulheres de qualquer idade de criarem sua própria Molly Millions.

Link para o jogo:

http://www.rinmarugames.com/game/?game_id=463

Também é possível jogar com a temática steampunk em duas versões:

http://www.rinmarugames.com/game/?game_id=319
http://www.rinmarugames.com/game/?game_id=71

Vale dizer que o visual do jogo é mais fidedigno do que as roupas da Dafiti. Aqui vai uma amostra feita por mim:

jpg.jpg

ÆNiGMA

Em seu tempo livre, o artista conceitual Derek Weselake, trabalha em em seu projeto concebido teoricamente para ser um jogo, ÆNiGMA. Com elementos cyberpunk e fantásticos em um futuro distante, o jogador explorará uma massiva cidade com diferentes ramificações de realidades, onde um estranho evento no passado causou o surgimento de coisas bizarras pelo mundo, como se fossem parte de um sonho, então grande parte do planeta se tornou inabitável. O protagonista, Blake Surtofsk, deixa sua pacata fazenda e parte para uma famosa universidade na cidade de Jonada.

Continuar lendo

#Jogo: Dex

Apesar de já ter reblogado aqui um post sobre este jogo, falarei de novo sobre Dex, um jogo de RPG altamente cyberpunk. Ele foi lançado em Maio de 2015 e teve seu financiamento realizado pelo site Kickstarter. Está disponível para as plataformas: Microsoft Windows, Linux, OS X, Ouya e Wii U.

O jogo foi desenvolvido pela empresa Dreadlocks Ltd, fundada em 2011 e que constava com apenas o puzzle Rune Legend em seu catálogo de jogos. Então o projeto do Dex foi lançado no Kickstarter e conseguiu atingir a meta para sua realização, além disso, o jogo chamou a atenção na comunidade do Steam Greenlight, recebendo o apoio para ser disponibilizado no Steam.

O jogo conta com uma incrível trilha sonora, um enredo bem desenvolvido e fortemente influenciado pelos romances de William Gibson, um cenário rico em elementos, muita ação e, é claro, níveis que são jogados no ciberespaço, através de um avatar digital.

Outras informações e links para download do jogo podem ser encontrados em

Site oficial: http://www.dex-rpg.com/index_en.php
Steam: http://store.steampowered.com/app/269650/?l=portuguese
Facebook: https://www.facebook.com/DreadlocksEN/

Trailer do jogo:

O Futuro dos Jogos

A tecnologia vem tornando possível o sonho de todo admirador do cyberpunk, interagir em uma realidade virtual. O segmento que investiu nisso, foi o de jogos eletrônicos, mercado que gera quase R$ 1 bilhão por ano no Brasil. Através de uma tela, lentes, sensores que captam movimento e uma câmera que capta a posição do jogador, além de diversos componentes eletrônicos, a interação em jogos tem se tornado possível, agora que o mercado esta em alta.

Continuar lendo