#Curta: Sync

A cada 15 segundos, um computador, rede ou dispositivo móvel é pirateado por ciberterroristas. Para combater esse problema, a Syntek Industries fabricou entregadores de dados projetados a partir de avançadas máquinas robóticas. Esses entregadores são conhecidos como SYNCS. Os Syncs estão programados para fornecer pacotes de dados de forma segura sem interrupção.

A proposta de Sycn não é inovadora. Na verdade, é bem parecida com Johnny Mnemonic (1995). Trocam-se alguns detalhes aqui e ali, mas o entregador de dados sigilosos está lá.

Dirigida por Hasraf ‘Haz’ Dulull, muito conhecido por seus efeitos visuais, a curta foi custeada por um crowdfunding no Indiegogo e lançada em 2014. A produção é consideravelmente boa, deixando a desejar apenas em alguns detalhes. Os mais notáveis, são: a tremulação da câmera em momentos que não temos exatamente uma cena de ação, ou que exigisse tal recurso. O tiroteio artificial, que parece ter sido o maior desafio da direção. E o ator no papel de investigador que não tem uma atuação proporcional a importância de seu personagem.

A trilha sonora confirma a tendência de um estilo eletrônico que vem sendo adotado na FC, iniciado pelo Daft Punk em Tron: O Legado (2010), uma pena ela ser tão breve.

Também é possível assistir ao Making Off da produção pelo Vimeo.

#Curta: Man In Phone

Imagine acordar dentro de seu smartphone. Essa é a premissa de Man In Phone (2016), a curta metragem dirigida por Mackenzie Sheppard.

De maneira inexplicável, um homem japonês acorda preso dentro de seu smartphone. Transportado para essa outra realidade, ele apenas consegue observar o mundo exterior por de trás da tela, incapaz de se comunicar. A situação, então, o faz confrontar o estrago que o vício tecnológico causou a sua vida.

A produção japonesa consegue surpreender em vários aspectos. A começar pela solução simples de como representar o homem enclausurado, fazendo um bom uso da câmera, do jogo de luzes e explorando o espaço ao redor do smartphone. Mas o principal fator é a crível atuação de desespero do sujeito a observar tudo por de trás de uma tela. Os efeitos especiais são de boa qualidade, assim como os sonoros. Em dado momento apresentam um ciberespaço com uma estética até parecida com o que imaginávamos a algumas décadas, mas com ícones de aplicativos como são usados hoje.

Talvez o mais incrível de Man In Phone sejam as reflexões que ele proporciona em seus menos de oito minutos, além de um desfecho na medida do necessário.

Ou assista pelo Vime:

Shohei Otomo

Trabalhando apenas com canetas esferográficas (acredite se quiser!), Shohei Otomo retrata a sociedade japonesa, buscando representar seus aspectos mais incomuns aos nossos olhos. A ambientação suburbana se funde a estética oriental em suas ilustrações, o que confere um clima bastante cyberpunk a sua arte, mesmo na ausência de elementos tecnológicos futuristas.

Shohei é filho de ninguém mais, ninguém menos que Katsuhiro Otomo, o criador e diretor de Akira. Assim como o pai, ele parece se voltar ao lado “punk” da sociedade japonesa. É possível acompanhar seus trabalhos em seu site oficial, onde há uma lista com suas ilustrações:

http://hakuchi.jp/top.html

Blog (Tumblr):
http://hakuchi.tumblr.com/

Facebook:
https://www.facebook.com/ShoheiOtomo/

Instagram:
https://www.instagram.com/shohei_otomo/

Em seu canal do YouTube, é possível assistir Shohei durante a produção de algumas ilustrações, mas é um processo bem longo, entre cinco e oito horas:

https://www.youtube.com/user/hakuchitare/

Em outros vídeos espalhados pela Internet, o ilustrador aparece descrevendo seus métodos criativos, inspirações, perspectivas, objetivos e críticas sociais que tenta passar com sua arte (com legendas em inglês).

The Wolf & The Hunt Continues

Com a popularidade do seriado Mr Robot, a HP aproveitou para produzir The Wolf, seu branded content sobre cibersegurança com o ator Christian Slater. (Obs.: Branded Content trata-se de um conteúdo de entretenimento produzido por empresas)

Em apenas 6 minutos, Slater nos introduz ao mundo invisível das brechas de segurança dentro do ambiente de trabalho. A partir de uma simples impressora sem proteção contra malwares, companhias inteiras podem ser invadidas por hackers.

A recepção foi tão boa (até o momento, vista por mais de 2 milhões de pessoas no YouTube), que uma sequência foi realizada sobre o nome The Wolf: The Hunt Continues. Dessa vez, ainda mais parecido com Mr Robot (note a semelhança da trilha sonora), Slater altera dados médicos para mostrar como podemos ser facilmente manipulados.

O mais interessante dessas curta metragens é que a atmosfera do seriado Mr Robot foi “copiada” pela produção da HP, o que consegue distrair o espectador do fato que The Wolf é um merchandising de uma empresa interessada em vender produtos da área de informática. Repare nas observações irônicas feitas por Slater, como se fosse apenas mais um episódio de Mr Robot, e divirta-se com o conteúdo de primeira qualidade (há legendas disponíveis em português, basta ativá-las):

The Wolf

The Wolf: The Hunt Continues

 

#Curta: Archetype

A maioria das curtas de ficção científica que assisto não passam do clássico embate Homem Vs Máquina. Archetype consegue ir um pouco além. Após a cena inicial, somos surpreendidos com um homem interrogando uma unidade robótica de combate. É de se estranhar uma cena dessas, afinal bastaria checar a programação do robô, ao invés de tratá-lo como um humano em uma sala, sentado numa cadeira enquanto esclarece os fatos.

Quando é revelado que o interrogatório se trata de uma simulação virtual, a curta já caminha para o seu desfecho, explicando o porque da humanização da unidade de combate.

O diretor, Aaron Sims, mais conhecido por sua arte conceitual, é outro caso de um profissional já inserido no meio cinematográfico hollywoodiano, tentando produzir suas próprias ideias. Seu nome está creditado em tantas produções famosas, que seu IMDB fala por si. Por isso, não é de se espantar que os direitos da obra foram comprados pela Fox Studios. Entretanto, desde 2012 o projeto parece estar engavetado…

As atuações e os efeitos especiais são convincentes. Recomendo assistir aos créditos finais em tela cheia, pois diversas ilustrações e animações são exibidas, nos fazendo imaginar mais daquele mundo sombrio que não apareceu nas filmagens.

#Ilustração/Fotografia: Hidrico Rubens

Misturando arte digital com fotografias, o espanhol Hidrico Rubens trabalha com temas fantásticos em sua produção bastante voltada ao cosplay. Sua capacidade de ambientar suas obras é incrível, vale a pena acompanhar esse artista.

ArtStation: https://www.artstation.com/artist/hidrico

DeviantArt: http://hidrico.deviantart.com/

Instagram: https://www.instagram.com/hidricorubens/

Facebook: https://www.facebook.com/hidricophotography/

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Mass Effect 3