#Curta: Man In Phone

Imagine acordar dentro de seu smartphone. Essa é a premissa de Man In Phone (2016), a curta metragem dirigida por Mackenzie Sheppard.

De maneira inexplicável, um homem japonês acorda preso dentro de seu smartphone. Transportado para essa outra realidade, ele apenas consegue observar o mundo exterior por de trás da tela, incapaz de se comunicar. A situação, então, o faz confrontar o estrago que o vício tecnológico causou a sua vida.

A produção japonesa consegue surpreender em vários aspectos. A começar pela solução simples de como representar o homem enclausurado, fazendo um bom uso da câmera, do jogo de luzes e explorando o espaço ao redor do smartphone. Mas o principal fator é a crível atuação de desespero do sujeito a observar tudo por de trás de uma tela. Os efeitos especiais são de boa qualidade, assim como os sonoros. Em dado momento apresentam um ciberespaço com uma estética até parecida com o que imaginávamos a algumas décadas, mas com ícones de aplicativos como são usados hoje.

Talvez o mais incrível de Man In Phone sejam as reflexões que ele proporciona em seus menos de oito minutos, além de um desfecho na medida do necessário.

Ou assista pelo Vimeo:

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Cyberpunk na indústria do entretenimento

Em seu Trabalho de Conclusão de Curso, Edson Almeida Costa, graduado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte e MBA em Marketing Digital, desenvolveu um estudo sobre o cyberpunk na indústria cultural, usando o mangá Blame! como principal objeto de pesquisa.

É interessante falar sobre Blame! no momento, pois em maio desse ano foi lançada uma adaptação em formato de anime. Além de falar sobre cyberpunk, contracultura e cibercultura, o TCC de Edson acaba sendo uma boa fonte de informação do universo de Tsutomu Nihei, criador da série, retratando com detalhes as influências e características marcantes da obra.

O material pode ser lido pelo link abaixo:
Edson – Monografia – Cyberpunk na Indústria de Entretenimento

Podcast É Pau, É Pedra: Clube do livro – Neuromancer

O podcast formado pelo grupo de contribuidores do Anticast – É Pau, É Pedra – gravou um episódio sobre o clássico Neuromancer, de William Gibson, que foi ao ar em 2016. O programa é boa uma indicação para aqueles que procuram compreender melhor diversas nuances da obra e do movimento literário cyberpunk, como sua datação, linguagem e especulações tecnológicas.

O convidado especial, Fábio Fernandes, quem realizou a última tradução de Neuromancer para o português, conta um breve histórico sobre as diferentes traduções que a obra recebeu desde que foi lançada no Brasil em 1991. Também revela as dificuldades e peculiaridades do processo, que resultou em seu trabalho para a editora Aleph.

Mas atenção: a partir de certo ponto, devidamente comunicado pelos apresentadores, há spoilers comentando todos os capítulos.

Clube do Livro #3 – Neuromancer (William Gibson)

Cyberpunk Writers

Para os que dominam a língua inglesa, o grupo Cyberpunk Writers é um interessante espaço de discussão do subgênero. Focado na arte da escrita e edição, é possível acompanhar o cenário americano independente de ficção científica, percebendo que seus problemas no mercado editorial não são tão diferentes dos nossos.

https://www.facebook.com/groups/874654982584725/

Os administradores também são idealizadores do zine Phase 2 Magazine e da antologia Altered States.

Shohei Otomo

Trabalhando apenas com canetas esferográficas (acredite se quiser!), Shohei Otomo retrata a sociedade japonesa, buscando representar seus aspectos mais incomuns aos nossos olhos. A ambientação suburbana se funde a estética oriental em suas ilustrações, o que confere um clima bastante cyberpunk a sua arte, mesmo na ausência de elementos tecnológicos futuristas.

Shohei é filho de ninguém mais, ninguém menos que Katsuhiro Otomo, o criador e diretor de Akira. Assim como o pai, ele parece se voltar ao lado “punk” da sociedade japonesa. É possível acompanhar seus trabalhos em seu site oficial, onde há uma lista com suas ilustrações:

http://hakuchi.jp/top.html

Blog (Tumblr):
http://hakuchi.tumblr.com/

Facebook:
https://www.facebook.com/ShoheiOtomo/

Instagram:
https://www.instagram.com/shohei_otomo/

Em seu canal do YouTube, é possível assistir Shohei durante a produção de algumas ilustrações, mas é um processo bem longo, entre cinco e oito horas:

https://www.youtube.com/user/hakuchitare/

Em outros vídeos espalhados pela Internet, o ilustrador aparece descrevendo seus métodos criativos, inspirações, perspectivas, objetivos e críticas sociais que tenta passar com sua arte (com legendas em inglês).

The Wolf & The Hunt Continues

Com a popularidade do seriado Mr Robot, a HP aproveitou para produzir The Wolf, seu branded content sobre cibersegurança com o ator Christian Slater. (Obs.: Branded Content trata-se de um conteúdo de entretenimento produzido por empresas)

Em apenas 6 minutos, Slater nos introduz ao mundo invisível das brechas de segurança dentro do ambiente de trabalho. A partir de uma simples impressora sem proteção contra malwares, companhias inteiras podem ser invadidas por hackers.

A recepção foi tão boa (até o momento, vista por mais de 2 milhões de pessoas no YouTube), que uma sequência foi realizada sobre o nome The Wolf: The Hunt Continues. Dessa vez, ainda mais parecido com Mr Robot (note a semelhança da trilha sonora), Slater altera dados médicos para mostrar como podemos ser facilmente manipulados.

O mais interessante dessas curta metragens é que a atmosfera do seriado Mr Robot foi “copiada” pela produção da HP, o que consegue distrair o espectador do fato que The Wolf é um merchandising de uma empresa interessada em vender produtos da área de informática. Repare nas observações irônicas feitas por Slater, como se fosse apenas mais um episódio de Mr Robot, e divirta-se com o conteúdo de primeira qualidade (há legendas disponíveis em português, basta ativá-las):

The Wolf

The Wolf: The Hunt Continues