Cyber Brasiliana

Sinospe:
Em uma realidade alternativa, que se desenvolve em um universo pós-cyberpunk, no qual os países do eixo-norte do globo se encontram em decadência, confrontados pelas três grandes potências surgidas no eixo-sul – a União da República Brasiliana, a Africanísia e a Euronova. A qualidade de vida abaixo da linha do equador assume ares de utopia, enquanto no outro hemisfério as corporações lutam pelo controle dos espólios dos antigos países. Nesse cenário, em que uma parte da economia mundial está visivelmente instável, o equilíbrio é mantido por meio da força, de uma consistente e bem defendida base econômica, e da tecnologia que avançou a passos largos até se tornar fundamental à vida. Foi nesse contexto que o Hipermundo se desenvolveu. Um sistema baseado em uma super-rede de servidores, no qual as pessoas desfrutam de uma forma complexa de realidade aumentada, utilizando-a para trabalho, socialização, cultura e registro digital de todas as informações mundiais.

Cyber Brasiliana

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Um pouco sobre o projeto Iniciativa 2045 e Transhumanismo pop

Recentemente, as buscas por informações sobre a Iniciativa 2045 aumentaram. Estranhei o fenômeno, afinal meu post sobre o assunto nunca recebeu tanta atenção quanto agora. Mas por quê?

2045

É exatamente o que eu me perguntava, quando me deparei com um vídeo do programa Fantástico sobre o assunto. Ali estava a resposta. Alguns dias antes, o programa Encontro com Fátima Bernardes fez uma apresentação sobre transhumanismo. Incrível! Mas o que foi dito em rede nacional? Caso ainda não tenha visto, deixarei os links para os programas ao final do post.

Apenas para relembrar, o projeto 2045 tem por objetivo criar um avatar que sustentará a cópia da consciência humana, afim de torná-la imortal. Claro que cabem muitos questionamentos quanto a isso, principalmente por se tratar da cópia… Mas antes de qualquer crítica sobre definições de vida e consciência, é necessário enxergar sua contribuição para o desenvolvimento de tecnologias em manutenção da vida. Ou seja, transhumanismo.

E quanto o projeto já avançou? Quem acompanha qualquer bom canal de tecnologia, sabe da quantidade de pesquisas de interfaces neurais que tem por aí. Amputados ou deficientes movendo próteses apenas com o pensamento, já é um grande avanço na qualidade de vida dessas pessoas. Além disso, os estudos neurocientíficos também já começaram, mas compreender o funcionamento do cérebro humano pode ser uma tarefa para décadas de trabalho… Eu diria que o o projeto ainda está longe de onde quer chegar.

Outra proposta notável dessa área, é o famoso transplante de cabeça que será realizado pelo Dr. Canavero, mas que ainda está envolto de mistério e especulações. Além desses, também temos o recente método de edição genética CRISPR/Cas9 e o DNA gerado artificialmente.

Com essa exposição, o transhumanismo ganha espaço na mídia brasileira, uma ótima oportunidade para despertar o interesse sobre sua filosofia. É o momento ideal para propor debates intelectuais a cerca do tema, ele nunca esteve tão pop. Veja nos links abaixo as matérias exibidas em rede nacional:

Iniciativa 2045 – Fanstático:

http://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/bilionario-russo-investe-pesado-para-descobrir-o-segredo-da-imortalidade/5701494/

Transhumanismo e pós humanismo – Encontro com Fátima Bernardes:

https://globoplay.globo.com/v/5690552/

https://globoplay.globo.com/v/5691548/

#Ilustração/Fotografia: Hidrico Rubens

Misturando arte digital com fotografias, o espanhol Hidrico Rubens trabalha com temas fantásticos em sua produção bastante voltada ao cosplay. Sua capacidade de ambientar suas obras é incrível, vale a pena acompanhar esse artista.

ArtStation: https://www.artstation.com/artist/hidrico

DeviantArt: http://hidrico.deviantart.com/

Instagram: https://www.instagram.com/hidricorubens/

Facebook: https://www.facebook.com/hidricophotography/

Burning Chrome

Mass Effect 3

Podcast Braincast: Hackathon e o Movimento Maker

Explorando a dinâmica das maratonas de programação (hackathons), um desdobramento da cultura hacker, e da prática DIY/Maker, o Braincast apresentou um programa dedicado a falar desses movimentos que ainda tem muito a crescer em nosso país.

Os convidados Mauro Cavalletti e Pedro Gravena nos demonstra como podemos transformar nosso dia a dia com os métodos das hackathons, e como a tecnologia pode nos auxiliar a desenvolver nossas próprias ideias e produtos.

Vale lembrar: Hackers não são apenas invasores de redes. Existe um vasto universo dentro da cultura hacker e esse podcast explora um pouco dele.

#221. Hackathon e o Movimento Maker

Hackers (1995)

Lançado em 1995, ano de grande importância (e por que não dizer também mudanças?) para o gênero, Hackers trazia ao cinema uma visão pop da cultura hacker.

Sinopse:
Aos 11 anos, um adolescente conhecido como Zero Cool se torna uma lenda depois de inutilizar 1507 computadores em Wall Street, provocando um caos no mundo financeiro. Proibido de usar um computador até chegar aos 18 anos, ele finalmente retorna sob o codinome Crash Override. Junto de seus novos amigos, ele terá de reunir evidências contra um complô que tenta os incriminar, ao mesmo tempo em que são perseguidos pelo Serviço Secreto.

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Netflix’s Altered Carbon and Asian Consciousness in White Bodies

Enquanto as discussões sobre Hoolywood ter feito ou não whitewashing na adaptação de Ghost in the Shell, o tema foi incrivelmente aprofundado na discussão feita pelo site The Nerds Of Color, que usou da obra Carbono Alterado, de Richard K. Morgan, para discutir sobre o protagonista (que é em parte descendente de japoneses) preso ao corpo de um homem branco e como ele se sente naquela posição. [Texto em inglês]

thenerdsofcolor

A few weeks ago it was announced that Netflix is adapting Richard K. Morgan’s 2002 sci-fi novel Altered Carbon, and that the main character, Takeshi Kovacs, will be played by Joel Kinnaman.

© Brian To/WENN.com

This guy. Playing somebody named Takeshi, who is specifically described in the articles as being at least biracial Japanese.

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Podcast Anticast: Pós-Verdade

Um podcast tão intrincado quanto a discussão sobre esse conceito que entrou em voga no final do ano de 2016, a pós-verdade.

Sempre tento estabelecer relações entre possíveis áreas do pensamento com questões abordadas na ficção científica. Pensando nisso, acredito ser de interesse aos fãs do gênero que gostam de uma reflexão mais profunda, um estudo sobre como a pós-verdade se relaciona com a tecnologia de nosso presente, com o comportamento social e as consequências de nos conectarmos diariamente as redes sociais.

Nesse contexto, o cyberpunk pode muito bem representar essa questão comunicativa: entre quantidades imensas de informações questionáveis, a busca pela verdade se confunde em meio a opiniões, movimentando dados virtuais que alimentam diariamente nossos dispositivos tecnológicos, enquanto sites divulgam conteúdo falso apenas para lucrar com publicidade. Esse é o belo resultado de nossa distopia cotidiana.