Pokémon Cyberpunk – Parte I

Aproveitando o hype do Pokémon Go, não existiria momento mais propício para tratar do episódio de nº 38, que foi ao ar ainda no ano de 1997 no Japão. Nele, somos apresentados a um Pokémon completamente criado a partir de códigos de programação e computação gráfica, o Porygon, e um enredo bastante cyberpunk.

Um boato sobre a falta de privacidade com os dados dos usuários, tem ganhado espaço pouco tempo após o lançamento do jogo Pokémon Go. Ao que tudo indica, ele seria mais uma ferramenta de espionagem do serviço secreto americano. Se o jogo foi desenvolvido com essa finalidade, conseguiu ser muito eficaz. Mas isso seria pouco provável, segundo essa máteria. De qualquer forma, esse fato reacendeu a discussão que Snowden soube muito bem como inflamar: estamos sendo vigiados constantemente?

Deixando de lado esse “cyberpunk da vida real” e voltando ao anime, o episódio “Porygon, o Guerreiro Virtual”, da primeira temporada, parece mais uma aventura vivida no The Grid do filme Tron (1982). Onde somos conduzidos por Ash em sua já conhecida jornada, quando eles se deparam com um problema que os leva ao interior de um mundo virtual.

porygon virtual soldier

Ash e seus amigos sendo transferidos para o mundo virtual.

É claro que, se tratando de Pokémon, não era de se esperar algo consistente com as leis da física, mesmo assim, os conceitos tratados não deixam de ser interessantes, se analisados como uma homenagem a ficção cientifica.

Na tentativa de resolver mais um problema criado pela Equipe Rocket, Ash e seus amigos acabam sendo teletransportados para o mundo virtual, onde ocorre a comunicação que permite a transferência de pokébolas entre Centros Pokémons. Então, Porygon surge para auxiliá-los, um Pokémon criado a partir de códigos de programação e que consegue se converter em diferentes formas.

Tudo é tratado como se o espaço virtual fosse uma mescla do espaço físico com comandos virtuais. Os personagens, ao entrarem nesse mundo, se tornam programas, assim, ficam suscetíveis a ataques virtuais. Eles próprios são considerados invasores dentro do sistema, portanto tratados como uma ameaça pelo antivírus (vacina), que podem matá-los de verdade.

É interessante ver como algo tão diferente da proposta do cyberpunk, conseguiu encaixar em um de seus episódios uma trama tão sci-fi, misturando o ciberespaço, com um ser criado artificialmente e a perigosa reação do sistema de segurança do computador. Mas, com certeza, é ainda mais interessante ver como o cyberpunk já nos apontava tendências do futuro: milhões de pessoas tomando as ruas para capturar monstros em realidade aumentada. Um produto criado por uma grande empresa, o poder da tecnologia de criar novos modismos e como o ser humano é facilmente levado pelo seu fluxo.

Apenas a título de curiosidade, esse mesmo episódio foi capaz de levar 685 espectadores ao hospital, devido a epilepsia fotossensível. Para quem se interessar por mais informações, basta ler o artigo na Wikipédia. A cena que desencadeou essa reação pode ser vista a seguir:

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Um comentário sobre “Pokémon Cyberpunk – Parte I

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