Biohackers: hackeando o próprio corpo

O movimento Biohacking tem como objetivo a modificação do corpo humano aliado da tecnologia, aprimorando-o e tornando capaz de enviar/receber dados ou até de sentir novas sensações. Por ser algo ainda recente, pouco foi discutido nas grandes mídias, porém todo entusiasta do transhumanismo já conhece as práticas dos Biohackers. Estaríamos a frente de uma evolução?

Implante Cicardia 1.0

Essa é uma pergunta um pouco precoce, principalmente porque o movimento ainda se concentra nas áreas do Faça Você Mesmo (DIY – Do It Yourself), pois não existem legislações sobre essas práticas, tão menos médicos permitidos a realizar esses procedimento. Sendo assim, os Biohackers recorrem a profissionais de Body Modification para realização de seus implantes subcutâneos.

Das modificações mais comuns podemos citar:

  • Implante na ponta do dedo, capaz de permitir ao usuário sentir campos magnéticos;
  • Luzes subcutâneas (LEDs);
  • Implante capaz de medir a temperatura corporal e enviar os dados para aparelhos eletrônicos através de Bluetooth, além de acender um LED como sinal de alerta;
  • Micho chips implantados capazes de interagir com eletrônicos através de radiofrequência, possibilitando abertura de portas com travas eletrônicas, ligar ou desligar aparelhos e até mesmo transmitir informações pessoais.

Há diversas outras utilidades para esses implantes, mas o Biohacking não se limita a apenas eles. Outras formas de hackear a natureza também pode ser encontrada em alimentos sintéticos ou ingestão de substâncias estimulantes ao cérebro.

biohackingsticker_med

Símbolo do movimento biohacker

O Biohacking ainda se encontra limitado a garagens, laboratórios e áreas comunitárias. Mas creio que essa prática se torne mais comum em um futuro próximo, pois ela proporciona condições especiais que são atrativas para alguns públicos. Nos Estados Unidos a prática já se espalhou por várias cidades e notáveis avanços podem ser encontrados nessa matéria da revista Galileu: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI322846-17579,00-OS+BIOHACKERS+ESTAO+CHEGANDO.html

Em terras nacionais, também encontramos simpatizantes do Biohacking. Pessoas com implantes subcutâneos já circulam entre nós. E isso é uma ótima notícia, é um sinal de que o Brasil, mesmo com tantos problemas sociais, políticos e econômicos, esta aberto a novos conceitos sobre vida e tecnologia. O maior foco por aqui, acredito ser em São Paulo, onde um grupo de viciados em tecnologia, o Garoa Hacker Club, que se encontraram em um laboratório comunitário, com o propósito de incentivar e disseminar o uso de tecnologias e do DIY. Aos interessados, informações sobre o movimento nacional de Biohacking podem ser encontradas pelo link: https://garoa.net.br/wiki/Biohacking ou em contato com o Garoa por esse link: https://garoa.net.br/wiki/Falaqueeuteescuto. Quem prefere Podcasts vai ficar satisfeito com o Grok: http://www.grokpodcast.com/series/biohackers-brasileiros/.

Colírio permitiu “visão noturna” a 50 metros

Outro ponto importante do Biohacking, é a filosofia por trás desse movimento. Ela se apoia na Ética Hacker e no Manifesto Biopunk. Porém esse assunto já é algo de maior complexidade que prefiro abordar em outro post.

A Wikipedia fornece uma lista de grupos mais destacados e organizações de Biohacking: http://en.wikipedia.org/wiki/Biohacking#Groups_and_organizations.

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Um comentário sobre “Biohackers: hackeando o próprio corpo

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